sexta-feira, novembro 28, 2008

Black Friday

Ontem foi um dia que nunca mais vou esquecer: a generosidade de duas familias amigas (os jogos de soccer e umas quantas peripécias levaram-nos à familia do Chris e do Edmund), a alegria, o prazer de estarem juntos, o convite para estarmos e fazermos parte das suas familias neste dia (não por falta de pessoas ou animação, certamente), a amabilidade de todos e o interesse por nós (e curiosidade também) e toda a experiência e vivência deste dia tão tradicionalmente norte americano.

Mas hoje ... Black Friday, como aqui chamam, desde as 0:00 até as 22h, as lojas estão a abarrotar de gente à procura dos melhores negócios, a comprar o que precisam e não precisam, a inventar necessidades (afinal é para isso que serve o marketing, para nos convencer que o BlackBerry é essencial ao nosso dia-a-dia), a dormir às portas das lojas ou a ir para lá de madrugada e a passar o fim-de-semana do Thanksgiving dentro das superfícies comerciais..
Aliás, contaram-nos que é já um hábito generalizado, durante o almoço/jantar do Thanksgiving os catálogos maravilhosos das várias lojas irem passando de mão em mão para cada um ir assinalando o que quer ir comprar a seguir nas próximas 24 horas!

Não estou contra fazermos bons negócios, aproveitarmos oportunidades, nada disso.. mas parece-me que até num princípio tão bom, de gratidão, simplicidade, o consumismo volta a dominar e a ditar as regras, retirando o que é de facto importante. A melhorar a qualidade de vida? Não me parece..

Como diria o Jon dos Switchfoot, "Nothing you can sell me can make me Happy"!!!

quinta-feira, novembro 27, 2008

Thanksgiving







segunda-feira, novembro 24, 2008

Start spreading the News

Nova York é uma cidade com muitos pontos de interesse. Onde quer que estejamos temos uma sensação de deja vu que se deve à imensa exposição da cidade pelo mundo do espectáculo.
Chaves já não é assim…
Mas o frio é o mesmo!
Às tantas, gela-se-nos a face e a baba escorre enquanto falamos com a boca de lado - não é bonito, mas o frio impediu-me de ir abraçar a estátua do Rocky em Filadélfia, agora consola-me o facto de conseguir imitá-lo na perfeição…

sexta-feira, novembro 21, 2008

The streets of Philadelphia




Dediquei algum tempo a investigar este ecossistema da Pensilvania.
Em relação ao que tenho observado no Texas é como distinguir o preto do branco. Podia estar a referir-me a questões raciais, mas não é só isso.

Ao contrário do Texas, isto é muito frio, têm muitas pessoas nas ruas (mesmo depois das 18h), há imensos vagabundos que demonstram a relevância da genética humana ao resistir diariamente a -10ºC durante a noite.

Tem mercados e edifícios com 300 anos pelo que se assemelha a uma cidade Europeia.
É uma cidade orgulhosa da sua história e essencialmente negra - um senhor (50 anos) apanhou-nos na biblioteca e explicou-nos a história "before América was América" com uma voz de Morgan Freeman e uma argola na orelha a lá Carabean Pirate.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Pontos de discórdia

1. Os sindicatos têm-se servido da insatisfação dos professores para, com sucesso, construírem um clima de receio e boicote nas escolas baseado em argumentos enganosos, que os professores acolhem sem espírito crítico nenhum (por exemplo, muitos professores estão convencidos que nunca mais vão progredir na carreira quando, em boa verdade, apenas uma avaliação negativa o impede).

2. Os números impressionantes das manifestações assentam num conjunto de motivos que vai para além da história da avaliação docente - o bode expiatório dos professores. Contudo a maior parte dos professores não quer esta nem nenhuma avaliação. Aliás, quer a que havia, porque é a única que garante que todos cheguem, sem esforço e sem diferenciação, ao topo da carreira.

3. Apesar deste modelo de avaliação não ser perfeito e carecer de muitas melhorias é o modelo que, entre todos os disponíveis, melhor serve o interesse da escola e dos professores. Imagine-se, por exemplo, uma avaliação externa e o pandemónio que não seria nas escolas (gostaria de ver os professores a serem avaliados por um inspector que fosse à escola uma ou duas vezes por ano e que avaliasse os professores de áreas tão diferentes como Educação Visual, Alemão ou Matemática).

4. Muitos professores queixam-se da burocracia do processo de avaliação quando são os próprios, em cada escola, que definem quais os papéis que é necessário preencher e produzir. Ou seja, sempre que se dá à escolas poder decisório para fazer qualquer coisa de importante, invariavelmente, tem de haver um despacho para ensinar aos professores o que fazer exactamente, porque estes só complicam e burocratizam a coisa.

5. Quando alguns professores dizem, os avaliadores em particular, que estão sem tempo para preparar as suas aulas, não dizem a verdade. Os professores avaliadores - que são todos do 9º ou 10º escalão – têm apenas 14 horas de trabalho lectivo, acrescidas de 13 horas de componente individual em casa para preparar aulas, e, pelo menos, 8 horas semanais para avaliar os 7 professores a seu cargo (ou seja por cada ano lectivo têm no seu horário, pelo menos 300 horas para dedicar à avaliação). É só fazer as contas.

6. Quando se diz que este processo está a afectar o normal funcionamento das aulas e a prejudicar a qualidade do ensino também não se fala a verdade. Aliás, desde que se sabe que a assiduidade é um factor de avaliação, poucos são os professores a faltar. Mais, ao contrário do que dizem, nunca como agora houve tanta preocupação com os alunos, com as suas aprendizagens e com o seu sucesso.

7. Os professores dizem também não querer hierarquias nem responsabilidades que os diferenciem, isto é, querem ser todos iguais. Mas já não se incomodavam tanto quando alguns, sem nenhum mérito além da antiguidade, chegavam ao topo da carreira ganhando o dobro (2200 euros) com metade do trabalho (12 horas lectivas semanais). Afinal, mais cedo ou mais tarde, todos lá chegariam.

sábado, novembro 15, 2008

Reciprocidade

Tenho observado que alguns mamíferos dedicam-se ao estudo da minha pessoa com o mesmo fascínio que eu nutro pelo estudo do comportamento deles.

No fundo somos todos colegas...

sexta-feira, novembro 14, 2008

Hemoglobina

Nesta aproveitei para jogar um pouco com os contrastes. Trata-se de uma solução de hemoglobina congelada - a proteína que transporta o oxigénio no sangue.



Relativamente à ciência: já sei como evitar que as proteínas se acumulem no centro; o que me valeu uma viajem a Filadélfia para uma conferência - e já que fica tudo em caminho para passar uns dias em Nova York.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Com gelo ou sem gelo

Não tenho conseguido trazer a blogosfera para o trabalho (saudades das rotinas de Lisboa...) mas posso sempre trazer o trabalho para a blogosfera.

Esta magnífica fotografia consiste numa fatia de gelo contendo anticorpos monoclonais.


Como arte pode não valer muito, mas no fim de cada um destes ensaios vão 100 000€ de proteínas pelo cano.

Para os que têm mais interesse na ciência do que na arte, a foto também mostra que durante o congelamento os anticorpos migram todos para o centro.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Ponto de situação

Ando, novamente (I, II), com muita vontade de escrever sobre a história da avaliação dos professores. Aguardo apenas uma nesga de tempo livre para rebater um conjunto de inverdades que tenho ouvido e lido por aí. Afinal, tenho esse dever.

terça-feira, novembro 11, 2008

O sotavento Algarvio e as Galápagos


Por estas terras é apanágio dos mancebos pro-intelectuais apregoarem que estiveram nas Galápagos.
Também gostava de lá dar um saltinho - há por lá muito mamífero castiço...
Mas não temos tempo.
Resta-me o consolo de ir passar o Natal e Ano Novo no sotavento Algarvio.

domingo, novembro 09, 2008

Deixem correr o metal…


Terça-feira assisti às eleições com republicanos devotos. Não foi complicado, para eles a política externa tem pouca importância, e para mim o futuro dos EUA não me aborrece ao ponto de preferir um candidato ao outro por razões estritamente políticas.

Mas no fundo acho que seria uma decepção não ver onde chegaria o Obama.
Na minha opinião, quando alguém consegue discursar como ele, merece chegar até ao fim – seja ele qual for.
Não sei se é por estar na América, mas é algo de cinematográfico… e quando o filme promete ninguém quer ir para intervalo!

No extremo oposto, mas pelas mesmas razões, também teria votado no Schwarzenegger para governador da Califórnia.

Portanto, basicamente, acho que me tornei em mais um voyeur da política.

sábado, novembro 08, 2008

Pôr do Sol em Austin


sexta-feira, novembro 07, 2008

Eu ainda sou do tempo..

em que enviar uma carta custava 8$50.

mais em BY SHANA ..