sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Descodificando a contestação dos professores

Ao que parece, a classe docente anda revoltada. A julgar pelas conversas nas salas de professores, e pelas manifestações “espontâneas” que por aí se preparam, nunca, como hoje, a contestação a este governo e à Ministra da Educação foi tão unânime e incisiva por parte dos professores.

Nos últimos dias, a propósito da Avaliação de Desempenho dos Professores, muito se tem dito e ouvido. Há ano e meio atrás, altura em que escrevi o texto que postei anteriormente, a maior parte dos professores dizia-se contra qualquer avaliação de desempenho que fugisse dos termos da que era feita na época, ou seja, que interferisse com a progressão automática nas carreiras que, como alguns sabem, assegurava a todos, sem distinção, ao fim de uns anos o topo da carreira, isto é, um ordenado de € 2900 (ilíquidos) por 12 horas semanais de trabalho lectivo. Agora, percebendo que não têm argumentos que sustentem o facto de não quererem ser avaliados, dizem que, afinal, querem ser avaliados mas não nos moldes que a regulamentação do Ministério da Educação definiu.

Todos sabemos que a avaliação dos professores, tal como a dos alunos, é de elementar justiça e fundamental para valorizar o empenhamento e premiar o mérito, visando, dessa forma, a melhoria das aprendizagens e resultados. Contudo, isso não é suficiente para que os professores a desejem e aceitem. Muito menos para os sindicatos, através dos seus milhares de agentes impregnados nas escolas, deixarem fugir esta oportunidade de fazerem figura perante os seus líderes partidários. Afinal, qual seria o professor que aceitaria de bom grado, de um dia para outro, o incómodo e a preocupação de prestar contas pelo trabalho realizado ao longo do ano lectivo, ainda por cima com implicações na progressão na carreira? Certamente muito poucos.

Por agora, o objectivo de alguns professores e sindicatos é, tal como ouvi ontem na voz de um colega, "dar cabo da ministra antes que ela dê cabo de nós". Por isso que os argumentos contra a regulamentação da Avaliação de Desempenho dos Professores, assim como as providências cautelares interpostas pelos sindicatos e as mega manifestações previstas, são apenas fogo de artificio para nos entreter em discussões demagógicas e vãs que visam apenas e só adiar a implementação da avaliação e deixar tudo como está.

Sejamos claros, a reforma em curso na educação é difícil, com óbvios custos políticos, e envolve mudanças profundas na cultura das nossas escolas que, sem margem de dúvida, afectam os interesses e expectativas dos professores. Contudo, são reformas imperativas a bem do país, que só não foram feitas há muitos anos por falta de coragem política dos governos anteriores.

P.S. Num próximo post, espero poder discutir a regulamentação, propriamente dita, da Avaliação de Desempenho de Professores.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Educação - Avaliação do desempenho dos professores

Sem tempo para escrever um post com a profundidade que o tema em titulo merece, (re)publico um excerto de um texto que escrevi há uns tempos atrás sobre a avaliação dos professores. O texto mostra a minha posição e serve como contextualização a um segundo texto, sobre este tema, que espero escrever na próxima sexta-feira. Entretanto, se acharem bem, usem a caixa de comentários para colocarem as vossas questões, opiniões e perplexidades sobre este assunto. Até sexta.

Coisas da Escola

Todos sabemos que a escola não vai bem. Os alunos abandonam a escola muito cedo, com níveis muito baixos de escolaridade, não conseguindo adquirir competências mínimas, indispensáveis para um mundo de trabalho globalizado e cada vez mais exigente. A falta de qualificação, quer dos jovens, quer dos adultos, torna a nossa economia menos competitiva e, desta forma, irremediavelmente afastada dos índices de desenvolvimento que ambicionamos. Por outro lado, na última década, Portugal tem feito um enorme investimento público em educação. À conta disso, Portugal é o país da OCDE que maior percentagem da despesa corrente gasta em salários de professores, e onde os rácios de aluno por professor são os mais favoráveis da União Europeia. Por isso, seria de esperar que a escola apresentasse melhores resultados. Se isso não acontece é porque o problema é muito mais do que uma questão de meios. Há muito que o problema deixou de ser o dinheiro. Essa desculpa, usada por sucessivos governos para fugirem à responsabilidade de fazer o que deveria ser feito, já não serve. Pelo contrário, num país onde o estado gasta mais do que tem, seria injusto, numa altura em que o estado tem obrigatoriamente de cortar na despesa pública, que na área de educação se deixasse tudo como está, isto é, que se continuasse a por dinheiro na escola sem dela se exigir resultados e uma melhor gestão, racionalização e optimização de meios e recursos.

(...)

Não querendo gastar muitas mais linhas a retratar a situação actual, parece-me evidente que o actual Estatuto de Carreira Docente não serve. Em primeiro lugar porque é injusto para os professores, tornando os bons e os maus todos iguais, ao premiar todos. Em segundo lugar porque não assenta em nenhuma lógica de resultados e de objectivos, não estimula os que mais se empenham, torna o sistema ineficiente. Em terceiro porque é economicamente incompreensível, permitindo que, indiscriminadamente, todos cheguem, de uma forma automática, ao topo da carreira.

Para existir qualidade no ensino tem de haver uma boa avaliação dos seus intervenientes. É assim com os alunos. Deve ser assim com os professores. A qualidade tem de ser premiada e tem de haver uma clara discriminação entre os bons e os maus professores. Actualmente, a profissão de professor proporciona inúmeras situações de não ser exercida. Depois de entrar na carreira é um descanso. Para alguns, a segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática, são as únicas coisas que os prendem à profissão. Muitos caem na rotina, no comodismo e no facilitismo que a carreira oferece. Até os bons professores se desmotivam e acabam por entrar nesta cultura descentrada do seu objectivo principal: o sucesso dos alunos. Por isso que, para bem dos alunos e dos bons professores, é urgente mudar. A escola precisa de voltar a ser credível e isso só é compatível com uma cultura de qualidade e exigência para todos, inclusive para os professores. Porque a escola pública existe por causa dos alunos, é neles que devemos centrar as nossas atenções, ainda que isso possa resultar na perda de direitos de alguns maus professores. Por muito que custe.

*Excerto de um texto publicado no Baldelixo, em 10 Junho, 2006

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

gatos..

venho-me embora e dizem-me qua a minha gata, a kelvin, anda a "fazer pela vida".. a caçar lagartixas, a brincar com elas até à exaustão e depois a ficar muito desiludida por o pobre animal já não se dividir em 2 partes móveis..

às vezes também caça moscas e come-as.. devem irrita-la, concerteza..

ahhh tenho saudades de ouvir o seu "rom rom", a vir para os ombros pedir para ser passeada pela casa; de lhe limpar os olhinhos que ela apesar de nao gostar, entende-o como um gesto de cuidado para com ela; de a ter à frente do meu monitor e não me deixar escrever nem ver nada, só para dizer "estou aqui, larga isso!" e depois finalmente saltar para cima do monitor onde está quentinho! de ser acordada com um gatarrão que arrombou a porta do quarto à "patada" e se vem por em cima da minha cara; de ouvir os sons de "ooops, fiz asneira" e fugir para debaixo da cama; de me fazer uma "emboscada" quando vou muito bem a passar...

é uma gata gira, sim senhor, e como tantos outros gatos, não se revela a qualquer um e eu lá tive a sorte de presenciar a sua unicidade, a sua inteligência e a sua vida serena e divertida!

domingo, fevereiro 24, 2008

by shana..

o meu novo blog aqui para Austin ppl e não só...

sábado, fevereiro 23, 2008

detalhes..

Longe do meu país por algum tempo, numa cultura um pouco estranha para mim, tenho reparado em alguns detalhes, coisinha pouca, podem vocês pensar, que até seriam relativamente fáceis de resolver se Portugal fosse já ali..
como o do cartão de crédito que estamos a usar que deviamos ter cancelado há uns meses atrás, mas que agora é o que "alimenta", pois o outro está "declined".. de cada vez que é usado vem o pensamento "e se o tivesse mesmo cancelado como eu tanto queria, se tivesse tido tempo para isso em Portugal?!"

Quanto mais diferente e estranha é a cultura em que estou, mais me apercebo destes detalhes.. notei isso de forma mesmo clara quando estive em Marrocos, a extraordinária "coincidência" de alguém super mega organizado se ter deslocado propositadamente à estação de comboios para verificar um determinado horario para a viagem do dia seguinte e no dia seguinte esse comboio não existir.. pois nesse dia iriamos encontrar no comboio "certo" uma pessoa algo solitária que até hoje mantem amizade connosco; ou então, a mesma pessoa mega organizada perder a sua carteira que iria ser encontrada por alguém que juntamente com a sua familia iam abrir as portas da sua casa e das suas vidas para nós; cada dia lá tem destas "coincidencias" e fico sempre entusiasmada quando oiço este nosso amigo contar das suas viagens..

enfim.. eu gosto de agradecer a Deus por estas "coincidências" (às vezes até o consigo imaginar a piscar-me o olho!), porque de forma extraordinária sei que, independentemente do que possa acontecer, ele se importa e está atento aos detalhes da minha vida..

Miss you guys

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Dark Science

O posto que agora ocupo situa-se no último piso do edifício Chemical and Petroleum Engineering.
Mas de pouco me valem as alturas em laboratórios sem janelas.
Acho que é quase sempre assim quando se chega ao topo…

Enfim, o que me falta em sol sobra-me em empatia para com a minha pandilha de Fraggles que popula as catacumbas da torre sul do IST. Diria até que, às vezes, sinto como se o meu rato deslizasse por cima da cara de cada um deles.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

About missing

Este é o verdadeiro país da saudade.
Aqui tudo é sobre culturas, há uma sede de identidade como nunca havia observado. A tendência natural é dividir tudo por origens, desde as festas na universidade até aos grupos de estudo bíblico nas igrejas. Mas ao contrário do que esperava, esta tendência não é promovida por governos ou por culturas dominantes, mas por todos, a começar por aqueles que mais valorizam a sua identidade; os imigrantes (ainda que muitos nunca tenham visto outro país além deste).

Resumindo: Ressinto o facto dos indianos da associação não me darem convites para as festas deles – onde deve haver comida da boa – e estou farto de receber folhetos sobre a ditadura colombiana!
(Existe um edifício para a associação de estudantes à volta do qual dezenas de grupos e movimentos políticos/religiosos/étnicos/ETC/ETC nos bombardeiam com informações & STUFF)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Afinal o Brian Tracy tinha (alguma) razão



O primeiro curso que fiz na área das Vendas foi em 2001. Foi frequentado pelo departamento inteiro e pago pela S.A., onde trabalhava na altura. Uma coisa pomposa. A empresa seleccionada para nos fazer passar tão importantes conhecimentos, tinha como Guru um Sr. muito catita chamado Brian Tracy. Idolatrado nos Estados Unidos, é reconhecido mundialmente como uma autoridade nestas matérias.
Remetendo para outra discussão a utilidade deste curso, houve duas deixas numa videocassete (em que o Mentor se revela em Carne e Osso) que não consigo esquecer por mais anos que viva:

“ - Fale com o seu cliente como se ele tivesse uma doença mortal e só você o soubesse.”
“ - Fale com o seu cliente como se você fosse passar o resto da sua vida com ele, partilhando apenas um pequeno quarto.”

Como poderão imaginar, estas duas pequenas e inocentes frases, renderam meses de gargalhada e estridente galhofa entre colegas, durante os largos meses que se seguiram ao memorável curso. Não é para menos, lol.

Levando agora as coisas um pouco mais para o sentimento, e não querendo tornar este blog numa “rubrica cor-de-rosa” (como já fui acusada antes) tenho-me lembrado particularmente destas palavras nos últimos dias. A aplicação, essa, tem sido um pouco diferente.

De facto nem sempre escolhemos as melhores palavras nem o melhor tom para falarmos com os outros. Nem sempre nos preocupamos com a melhor forma de agir. Especialmente com as pessoas de quem mais gostamos. Talvez porque as consideremos como um dado adquirido. Temo-las por garantido, achamos que tudo nos é permitido.
Fui relembrada novamente deste facto, agora, por ocasião da morte da minha Vicky. Como eu adorava aquele Serzinho! Sempre receei tremendamente este momento, mas ele acabou por chegar, e foi ainda mais triste do que aquilo que eu pensava ser possível.

Cheguei à conclusão de que lhe podia ter dado muito mais amor, carinho, atenção, brincadeira, que podia ter sido muito mais paciente, tolerante, amiga, que lhe podia ter dado muito mais do meu tempo.
Descobri com horror que afinal não tenho assim tantas fotos dela, e que certos e determinados momentos nunca foram registados. Pensei que lá estivesse para sempre, que haveria tempo de sobra para tudo isso, mas a realidade mostrou-se bem mais dura.

No meio da nossa azáfama diária vamos perdendo o contacto com certas pessoas que gostamos, vamos adiando certos e determinados encontros, projectos, vamos deixando morrer sentimentos. Os dias correm um atrás do outro sem que haja tempo para respirar, para reflectir, para viver calmamente. Deixamo-nos vencer pela fadiga, pela agitação, pelo stress e pela exasperação. Não conseguimos racionalizar nem relativizar a importância das coisas e remeter cada uma delas para o seu devido lugar. Somos vencidos e absorvidos pelas pressões exteriores. Faz parte da nossa natureza humana, e eu nestes últimos pontos sou 200% humana. Fico fora de mim. Transformo-me noutro ser. Cometo erros. Erros de que me posso arrepender mais tarde. Tenho a certeza de que me arrependerei amargamente. Como agora.

Não quero arrancar nenhuma lágrima aos meus leitores ou trasformar este post numa aula do Brian Tracy, mas fica aqui um apelo, uma chamada de atenção, um alerta.
Nada é garantido, nada é para sempre, as coisas, as pessoas, os lugares, as oportunidades, não vão estar para sempre à nossa espera. Isto é válido para tudo. Para a nossa vida terrena, para a nossa vida amorosa, para a nossa vida profissional, e sobre tudo para a nossa Vida Espiritual. Esta sim, é a única que vale a pena, e a única que se repercute para sempre. É uma escolha eterna.

Pensem nestas coisas. Eu tento pensar. Sei que vou voltar a cometer os mesmos erros, mas tento pensar mais vezes. Penso que a Renata pensaria no mesmo quando escreveu este post (que me tocou bastante na altura) embora possivelmente nunca tenha tido a pouca sorte de assistir a uma gravação do Mr. Tracy com a Nova Psicologia de Vendas, nos seus áureos anos 60!

sábado, fevereiro 16, 2008

O Sr. cientista laureado

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

for my valentine!


inspirado num presente muito especial!
thanx for all the insights!

a quiet place..


quarta-feira, fevereiro 13, 2008

conseguem ver os veados ...?



nós também não!










andamos a manhã inteira a tentar fotografa-los.. asseguro-vos de que eles estavam ali! máquinas...

ja temos cadeiras!












e mesa também -;)




cucu...


terça-feira, fevereiro 12, 2008

Brothers and sisters and more sisters and brothers and…

Ontem juntamo-nos a uma comunidade cristã do nosso bairro (Great Hills Baptist Church).

Haveria muita coisa para um cristão documentar, mas hoje acometo-me ao seguinte:
No R/C da pequena secção que pudemos explorar existem parques temáticos para os petizes e escadas rolantes para aceder aos pisos superiores.

Não sei muito sobre os baptistas em Portugal, mas tenho consciência que cabiam todos lá dentro e ainda sobrava espaço para Água de Madeiros!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Far West

De todas as coisas assustadoras que podem acontecer nesta terra, não estava preparado para a velocidade extraordinária das diligências de mercadorias.

Constacto que, apesar de circular a 70 milhas/h (aprox. 110km), os camiões ultrapassam-me com desenvoltura e tenho um camião tanque colado ao pára choques à espera que o reboque do Wall Mart lhe desimpeça a via!

Motorezinhos a gasolina...

domingo, fevereiro 10, 2008

Da Saudade e do Fado...


À hora do almoço, enquanto deglutia uma pizza, tive um achaquezinho, coisa pouca, de saudades dos Predilectos.
Possivelmente só os devo mesmo voltar a ver em Dezembro.
O projecto de ir ao Texas nas férias começa-me a parecer um pouco informe...
Com 5 casamentos este Verão, e um acampamento pelo meio, começo a ver a coisa um bocado negra.
Resta-me usar este tipo de tecnologias para estabelecer algum tipo de comunicação.
Entretanto, perguntas desta natureza, invadiram repentinamente o meu espíritozinho perturbado:

- Quem me vai limpar a despensa e o frigorífico aos Domingos depois do culto em Paio Pires?
- Quem me vai arrastar para Boticas, para capturar um clássico de 71, em vias de extinção?
- Quem me vai fazer dormir num colchão insuflável na Rua Miguel Bombarda?
- Quem entende o que quer dizer budonguice?
- Quem se vai rir dos meus devaneios e histériquices? (Oh Gente da Minha Terra... eeeeehhhhhkkk).
- Quem me leva à praia de Faro depois de uma jantarada indiana hilariante?
- Quem compreende as manhas da minha Vicky e diz: "Cão Lindo!"?
- Quem fala comigo sobre azulejos, soalhos e construção civil?
- Quem diz, entre gargalhadas barulhentas, que o Sr. Rogério é um homem muito séééééééério?
- Quem me apresenta aos herdeiros mamíferos como a Tia Sílvia?
- Quem partilha a minha predilecção alarve por pirâmides de camarão?

Desculpem caros leitores, mas tal como a imagem que ilustra este breve post, aqui vai uma mensagem exclusivamente de Predilectos para Predilectos.
Agora só nos resta mesmo o Fado:

Oh Gennnnnte da minha Teeeeeeeeerra... agoora é que percebiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...

P.S. - Podem sempre dar um saltinho a: www.mariza.com/index.html e chorar lágrimas de sangue por nos terem abandonado.

"Portugal no coração"!!!


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

you know you're in America when...

-tens um garrafão de leite no frigorífico
-esperas imenso tempo pelo sinal dos peões e (finalmente) quando começas a atravessar, ao fim de 2 passos já está a piscar
- as campanhas contra o alcool dizem:"Drink, drive, go to jail"
- em casa tens alcatifa no chão e ventoinhas com lãmpadas nos tectos.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Como estás?

é uma bela questão. Normalmente respondo
- Sei lá
porque não gosto de mentir. E sei lá de facto. Umas vezes redondo, outras quadrado, outras cheio de picos, outras liquefeito, outras não estou sequer: deslizo por aí armado em nuvem.

António Lobo Antunes, in Visão

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O gene da esperança

Acho que, se fosse possivel definir uma nação inteira com um só adjectivo, aos olhos de um mamífero europeu, esta seria uma nação de entusiastas. Aliás, daquilo que conheço, acho que este é um continente de entusiastas. À excepção dos índios, que esses bebem uns copos e curtem a deles à maneira deles...

As pessoas daqui têm o gene dos que partiram; dos que foram descobrir novos mundos. Acham que as coisas vão resultar, acham que vale a pena investir, acham que vale sempre a pena.

Acho que o cepticismo e o calculismo europeu é confundido por cá como desmotivação.

No meio de tanta viagem, dos que partiram e dos que ficaram, parece-me natural que tenha ocorrido uma redistribuição desigual do material genético.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Boas vidas

Considero que apenas um invertebrado leva uma vida invejavel.

A lagarta das cerejas.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

first week in austin -day #6

enjoying my first bowl of cereals

pensar... "como é que eles têm pets com estas alcatifas?"

Lendo Lucas 10. Jesus é para mim cada vez mais aliciante de conhecer.. -sentido-confiança-vivência-

with love..

day #5

oooppsss,

nao ha toalhas, nao ha copos, nao ha pratos..

ir ao Ikea e ao Wal*Mart onde (by the way) também vendem armas!

como ainda nao tivemos tempo de ir ao Starbucks, vem o Starbucks até nós.. alguém já comprou uma máquina baratucha e um pacotinho de café todo giro do dito.
call Mom!! call Rute..

primeira semana em Austin- day #4




-depois de pensar durante alguns momentos "eu nunca na minha vida monotona e segura faria isto sózinha!"...
-fazer o check out do Hotel ranhoso!!! yeeeeeehhhh mal consegui dormir só de pensar que iamos para uma casa nova!!!
-assinar contracto de leasing apartment por 11 meses
eeee.... UFFFF we're home!!!!
agora... ir ao IKEA em Round Rock e descobrir mobilias que posso "estragar" com tintas em http://www.craigslist.org/ uuffff que alivio!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

O problema de Portugal não são os políticos. São os portugueses.

Aproveitando o amuo da esposa, permito-me, durante os próximos minutos, tentar escrever uma ou duas coisas que me parecem muito pertinentes, apesar de pouco interessantes.

Já devo ter dito algures que a democracia só servia para Portugal se fossem os suecos ou os finlandeses a votar por nós. Não é que eles sejam mais espertos ou menos egoístas. Simplesmente, por estarem longe, não seriam parte interessada. E assim, talvez vissem as coisas com outro alcance, sem a mesquinhez que nos faz desejar que tudo fique na mesma e nos impede de deixar fazer aquilo que tem de ser feito.

Por isso que, enquanto professores, médicos, enfermeiros, policias, militares, juízes, magistrados, farmacêuticos, notários, funcionários públicos, cidadãos em geral, populações em particular, e sei lá mais quem, estiverem contra o governo, este primeiro ministro tem o meu apoio.

check list

day #1
-encontramos um Apartment Locator simpatico e de bom gosto (por outras palavras, o Mr. keaton percebeu que certas e determinadas "resident features" eram para eliminar na busca, como as alcatifas sebosas)
-escolher 1 apartamento que nao seja minusculo, velho e todo partido e sem Bus

day #2
-reservar o apartamento que nao inclui mobilia, agua e luz, etc
-abrir uma conta no banco
-apresentarmo-nos nos serviços internacionais da UT
-ficarmos estupefactos com os 2200 USD que vamos ter que pagar adiantados de seguro ja esta semana, all at once!
-ligar para os fornecedores da água e da electricidade, que por acaso nao falam minimamente ingles!
-Explicar à lady do hotel (ranhoso) onde estamos que o cartao de credito não pode estar "Declined"!!!

day #3

-desde as 8:00 am, tentar aceder as contas da internet para perceber o que se passa
(eu disse, tentar)
-ligar para o Barcklays emPortugal que nos pos em espera e tem o sistema em baixo, nao nos dando grandes informacoes uteis
-Finalmente conseguir aceder a 2 das 3 contas que precisamos
-ir à UT buscar o carro para irmos ao supermercado
-comprar velinhas no supermercado porque mudamos amanha e so vamos ter luz na 2ª feira

here we go!
Bye