quinta-feira, janeiro 31, 2008

Start spreading the news

Tudo o que vimos de Nova York...

Uma das primeiras coisas que um texano deve aprender, é a dar pouca confiança a esses newyorkers...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

A Kelvin também quer ir...


acho que quando chegarmos a Austin e abrirmos as malas vamos ter uma surpresa.. ou várias, já que temos malas de todos os tamanhos dos mamiferos cá de casa..

quarta-feira, janeiro 23, 2008

tugas

daqui a uma semana estou eu a bater palminhas quando o avião aterrar, a ouvir Marisa e a cantar:

"Ó gente.. da minha terra!"

terça-feira, janeiro 22, 2008

Running for TEXAS

Este veículo da comunicação social prepara-se para enviar dois correspondentes para o estado do Texas. Facto que pode levantar enumeras questões.
Citando uns mamíferos do Arizona que conheci na última viagem: “Why Texas ?”
Uma pergunta néscia mas curiosa, pois encerra em si mesma todas as respostas!

Apesar de o Texas ser o ecossistema ideal para fomentar um novo movimento político e militar que permita libertar o universo de todas as formas de tirania a que ele está sujeito actualmente, essa não é a razão principal que nos leva até lá.

Nós preocupamo-nos com os nossos leitores. E como é que poderíamos competir com os outros veículos da comunicação social se fossemos para a Suécia, Dinamarca ou Finlândia?
Ninguém sabe o que se passa nesses países, porque de facto, não se passa lá nada!
São terras de gente ordeira e educada que cumpre eficientemente tudo a que se dedica e devota os serões à literatura.
Saindo de Portugal com o objectivo de nos imiscuirmos mais profundamente nos meandros mais obscuros da classe mammalia, apenas um destino nos pareceu coerente…

quarta-feira, janeiro 16, 2008

all I need right now is here

Find Me Here
Speak To Me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light that's leading me
To the place where I find peace again.

How can I stand here with you
and not be moved by you?

Cause you're all I want,
You're all I need, You're everything, everything

You are the strength, that keeps me walking.
You are the hope, that keeps me trusting.
You are the light to my soul.
You are my purpose...you're everything.

Lifehouse-Everything

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Welcome to Alcochete

Há coisas que o LNEC não discerne. Por exemplo, como é que os “camones”, que acorrem para cá aos milhões, vão pronunciar Alcochete?
Não me admirava nada que "alcochete" soasse a uma obscenidade qualquer em quatro ou cinco línguas. Talvez nesses novos países de leste...

Contudo, por cá a solução para este problema é ainda mais complicada do que foi escolher a localização geográfica do aeroporto. Senão, qual é o grande português da modernidade que merece baptizar uma peça de equipamento de três mil milhões de euros?

A nossa história moderna não abundou em grandes dirigentes tipo Charles de Gaulle ou JFKs, mas pode-se sempre aproveitar o resultado da última sondagem da RTP.

Quem sabe se até não seria essa a motivação do concurso dos Grandes Portugueses?

Se fosse em Santa Comba Dão até podia ser que passasse…

Com tanta terra bonita neste país e boa para aparcar aviões ...
Olivença por exemplo...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Teimosia à parte

Esta semana ficámos a saber que o Governo também tem dúvidas e também se engana. Em três situações, referendo ao Tratado Europeu, aumentos faseados das pensões e novo aeroporto de Lisboa, o Governo mudou de posição. E bem. Até porque não há mal nenhum em mudar de opinião. Desde que seja para melhor.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

se cá nevasse...


às vezes gostava de poder fazer o mesmo aqui na rua...

ja é dia 9 e...

ainda tenho um pinheiro (agora) todo nu na minha sala...

terça-feira, janeiro 08, 2008

A propósito do post anterior...

Um dos nossos grandes problemas é sermos muito dramáticos e pessimistas. Independentemente da situação, sentimo-nos sempre em crise. Vivemos em crise. Por isso que recordamos sempre os tempos passados, que na altura também já eram de crise, como os melhores. No entanto vivemos num mundo que, de dia para dia, pula e avança de uma forma extraordinária. E, a verdade é que nunca como hoje as pessoas tiveram tão boas condições de vida. Por outro lado, também, nunca como hoje as pessoas andaram tão deprimidas. O pior é que nem nos apercebemos desta contradição em que vivemos. Por isso dizemos que estamos em crise. Ou seja, deitamos as culpas em algo abstracto, desculpando-nos da nossa incapacidade para conseguir traduzir em bem estar, e em felicidade, as evoluções que vamos alcançando. O mais interessante é que é essa insatisfação que nos alimenta e nos mantém vivos num ciclo vicioso. Sentimo-nos frustados e por isso ambicionamos mais. E assim, lá o mundo vai avançando num ritmo cada vez mais frenético. E por cada pulo que dá, as pessoas afundam-se um pouco mais. E de pulo em pulo têm o destino traçado. Enterrado.

Escrito em 6.11.05

vanity...

"Nunca antes tantas pessoas tiveram tanto conforto; já não trememos de medo de doenças ou fome, males escondidos no escuro, encanto de bruxas. O fardo do trabalho foi tirado de nós, e as máquinas logo nos darão quase tudo o que necessitamos e muito que nem necessitamos, na verdade.
Herdamos liberdades que o homem vem procurando há séculos. Em virtude de tudo isso e muito mais, deveríamos estar a viver um alvorocer muito promissor. Mas agora que estamos mais livres para desfrutar a vida, frustramo-nos e ficamos profundamente decepcionados com o facto de que a liberdade e o conforto, ainda que tão ansiados, não nos conferem propósito e sentido "

_Bruno Bettelheim

segunda-feira, janeiro 07, 2008

o fardo dos deuses

"A grandeza do homem em relação aos animais é que sabe que é miserável"
_ Pascal

domingo, janeiro 06, 2008

Dúvidas políticas

Em época de balanços e projecções noto que o desemprego é o tema que mais preocupação traz aos portugueses e aos comentadores políticos. Muitos, convenientemente, responsabilizam o governo pela situação a que chegámos. 8,2 %, atiram. Porém, são os mesmos que, quando o governo traçou como objectivo o aumento do emprego, acusaram tal promessa de completa demagogia e propaganda política, argumentando que não é o governo que cria postos de trabalho. Mas se o governo não é responsável pelo aumento do emprego, pode ser responsável pelo aumento do desemprego?

sábado, janeiro 05, 2008

Kelvin and Hobbes


Estamos as 3 meninas (Shn, Luna e Kelvin) sózinhas em casa..
lareira acesa (tarefa perigosa, diga-se), velinha com cheirinho a amora, chá e mantas e mais umas boas horas pela frente a fazer zapping (so annoying!) a construir a minha "self made agenda 08"

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Retórica e GNR

É muito mais cortês dizer as coisas desagradáveis por provérbios, e nesta terra de gente erudita, as boas maneiras sobrepõem-se à produtividade, à eficiência ou à justiça.
O problema é que estes salamaleques causam sérios embaraços à fiscalização.

Por exemplo:
Como é que se implementa um proverbial “se conduzir não beba!” ?
Nem que os fiscais descendessem de professores de filosofia com psicólogos do “telemarketing” e vendedores de banha da cobra...

Parece-me natural que os infractores tenham mil e uma argumentações coerentes para não estarem a cumprir literalmente a recomendação proverbial. Primeiro, porque esta baseia-se no volátil senso comum de que, estatisticamente, conduzir sob a influência do álcool pode trazer graves inconveniências.

Mas sobretudo, porque os infractores estão bêbados! E quem é que quer arrazoar estatísticas, moral, civismo, integridade física ou outros assuntos de filosofia com um bêbado?
No Texas observei uma sintonia melhor entre a ideia e a prática:

Podemos trocar todas as palavras do slogan da sua ordem em avançados cálculos combinatoriais que a mensagem permanece clara:

E há certas associações directas à palavra prisão que tornam mais fácil a argumentação – mesmo em situações de alguma falta de lucidez alcoólica.
Penso eu…

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Proibido Fumar

Ao que parece, e para surpresa de muitos, a nova lei que proíbe fumar em recintos fechados está a ser bem recebida e cumprida pela generalidade dos fumadores. Portugal precisava de uma lei assim. De 1º mundo. Que, mais do que melhorar a saúde das pessoas, só se pudesse aplicar num país desenvolvido e não cá. Finalmente temos uma lei que não permite desabafos do tipo "ah se fosse na América ou na Suécia isto não era assim...". Agora cá é como lá, onde dizem que se vive bem. E isso dá-nos esperança e enche-nos o peito. Aumenta-nos a auto-estima. Aos portugueses não interessa se esta lei faz bem à saúde. Se fosse só por isso nenhum fumador a elogiava. O que interessa aos portugueses é que esta lei traz um arauto de modernidade e de desenvolvimento que, pelo menos nisto, não podem deixar escapar. Receiam passar por provincianos. Por isso são tão cumpridores, educados e compreensivos. Vaidade, apenas isso. O problema é que este tipo de sentimentos não perdura nos portugueses - somos mais invejosos do que vaidosos - e bastará um ou dois exemplos convenientes para que, mais cedo ou mais tarde, se invoque a liberdade individual e o 25 de Abril para que tudo volte ao mesmo. Afinal, não fomos feitos para isso, nem a lei foi feita para nós.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Eu acho… essencialmente… coisas perdidas

Já vai para mais de 1 ano que não escrevo aqui. A preguiça, os afazeres e a esposa (não necessariamente por esta ordem) colocaram-me num estado de letargia bloguista que só o acumular de perplexidades pôs fim - como sabemos, as perplexidades produzem opiniões e as opiniões só fazem sentido se partilhadas e confrontadas.

O português, ao contrário do que se pensa, não tem opinião sobre nada de essencial. Faltam-lhe ideias e interesse para as produzir. Quanto muito, de uma forma preguiçosa, “acha que” qualquer coisa – excepto, claro, em assuntos que tenham que ver com a vida dos outros. E quando “achamos” alguma coisa, dificilmente “achamos” bem. Achar mal está mais de acordo com a nossa natureza pessimista. Ajuda-nos a encarar a vida. Desculpa-nos.

Acho que devíamos ter opinião sobre tudo e alguma coisa. Nem que seja para cair no ridículo. Eu, parece-me, já estou a fazer a minha parte.