sábado, dezembro 30, 2006

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Mais olhos que barriga

É nesta época festiva que compreendo as minhas limitações naturais. Sinto até algum complexo de inferioridade relativamente a outros mamíferos mais capazes.

Por exemplo, a Luna tem a capacidade de devorar vários quilos de iguarias natalícias em poucos minutos. Depois, trás tudo para casa, vomita tudo no relvado e mais tarde vai saboreando com calma aquilo que saqueou (sabe-se lá onde).

Já o seu requinte gastronómico não invejo tanto, dificilmente juntaria no mesmo prato camarões com peixe cozido e fios de ovos.

sexta-feira, dezembro 22, 2006


"Logo que ele deixe cair o saco, agarra-o que eu tapo a chaminé!"

quinta-feira, dezembro 21, 2006

O padrão

Tenho milhões de seres vivos a trabalhar para mim. Alguns deles constituem um sistema que extingue milhões de seres vivos dissidentes a cada minuto que passa.
Isto não vos inspira?

terça-feira, dezembro 19, 2006

No mediterrâneo não se passa nada

Numa amena cavaqueira com um mamífero saxão vem à conversa que na sua terra natal existem leões da montanha, lobos e ursos cinzentos que de quando em vez irrompem pelas cidades. MAIS! De todos estes predadores os alces são os que mais gosto à pata fazem matando dezenas de hominídeos anualmente.
Fiquei deslumbrado e sem palavras. Como é que se pode defender a vida neste cantinho da Europa depois desta descrição do “Novo Mundo”.

Ainda pensei mencionar os porcos pretos de barrancos... ou os cinco linces escanzelados da Arrábida... mas remeti-me ao silêncio não fosse ela lembrar-se dos ursos polares das baleias assassinas e sabe-se lá mais o quê...

Se há coisa que se aprende com os gatos é que sobra sempre uma pontinha de orgulho quando se consegue uma boa esquiva.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Gostar de homens

Antes da instituição da homofobia o relvado da luz descrevia-se com mais lirismo.
Quem era o estúpido que imputaria um desvio sexual ao adepto apaixonado que comparasse a imagem dos seus heróis em campo à sublime vivacidade das papoilas?
Até Jesus Cristo comparou os trajes de Salomão aos lírios do campo!

Entoemos o hino sem reservas.

...Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes...

MAIS, apesar dos adjectivos “berrante” e “saltitante” serem usados na mesma estrofe, este autor tem em sua defesa o nome de Luís Piçarra!
Quem é o garanhão que não gostava de ter um nome destes?

Conclusão:
As metáforas que normalmente estariam associadas a apetites sexuais invertidos, no léxico do futebol devem ser interpretadas como expressões de profunda masculinidade e intenso activismo heterossexual.

Dito isto permitam-me declarar neste dia de esperança futebolística:
“Vamos comer estes Biffs!”

terça-feira, dezembro 05, 2006

A evolução latina

É impossível desenvolver uma teoria da evolução indumentária sem fazer referência ao cume tecnológico, sem precedentes na história civilizacional, que é a farda típica dos machos latinos.
Deixo-vos com alguns detalhes do seu brilhantismo:

Reparem como a camisa desabotoada até ao externo permite arrefecer as mucosas e o ar, atenuando a intensificação odorífera.
O palito na boca que opera qual instrumento de ortodontia, auxiliado por momentos de sucção que produzem alguns ruídos agudos mas denunciadores de uma boca sã.
O bigode farfalhudo, esse escudo odorífero, que permite filtrar o ar atenuando os odores emanados pelos outros indivíduos.
E finalmente a unhaca que limpa os orifícios corporais e também substitui o palito em casos extremos (um instrumento poderoso sempre acessível; alguns mitos urbanos relatam que pode até abrir latas de tinta).

Está tudo lá caros leitores. Não percebo porque é que ainda nos fazem andar de rudimentares botões de punho e gravatas nos eventos formais.

segunda-feira, dezembro 04, 2006


Se a vaidade tivesse bigodes pronunciava-se com 6 letrinhas apenas.