sexta-feira, junho 30, 2006

Grão a grão...

Se eu hoje fosse ao IST uma colega perguntar-me-ia "Quantas páginas?"...

E é assim, caros leitores! Tudo é quantificável.
A morte e a vida resumem-se num simples número redondo.

"O teu amigo morreu aahh, que idade é que tinha?"
"O teu miúdo nasceu? Quanto é que pesava?"

E há pessoas que ainda perguntam: "Mas que raio de interesse tem o peso de um puto quando nasce? E que consolo há na idade com que alguém morre?"
Meus caros, temos que o aceitar, a quantificação é a calçadeira da produtividade.


...eu responder-lhe-ia 160.

quarta-feira, junho 28, 2006

The last but not the least

Porque toda a boa série tem que ter uma personagem dissimulada, furtiva e misteriosa, fiquem com: Don Tobias Metralha

Ao contrário de alguns super-herois que escondem as suas identidades verdadeiras (e tristes) atrás de uma mascarilha, Don Tobias possui uma mascarilha embutida, que constitui a sua própria identidade!

terça-feira, junho 27, 2006

A minha vida dava uma série de TV sofrível

Estou convencido que a vida das criaturas que moram na minha casa dava uma série de TV sofrível. Não é que as criaturas não sejam suficientemente esquisitas, ágeis, malvadas, esbeltas ou vingativas, nós temos é tido poucas visitas… ossos do oficio…
Ainda assim, na sequência do post “Born to be wild” vou apresentar-vos parte do elenco que constitui a minha tripulação:
A primeira imediata dispensa apresentações pois contribui para este blogue.
Por hoje fiquem com a Lieutenant Luna e a Princess Kelvin.

Não se deixem levar pelo glamour da nossa tenente pois ela oculta uma potente arma química capaz de gasear até à morte qualquer forma de vida.










Cuidado com esta terna criatura! A beleza do seu pelinho azulado esconde a tenacidade de umas patinhas de velcro que surgem em qualquer esquina, a rasgar a pele dos transeuntes incautos.





É uma tripulação muito bem treinada. O resto apresento-vos amanhã.
Não percam os próximos episódios porque não hão-de ser as más audiências que nos hão-de impedir de DOMINAR O MUNDO!
AAHH AHHHHH HAHAHA AHHAHAHAHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

domingo, junho 25, 2006

O meu candeeiro predilecto...


Aprecio bastante o equipamento da Selecção holandesa, bem giro, laranjinha e tal, todo fashion...
Desgostosa fico com o facto de não poder vestir uma peçazinha que seja que faça alusão à nossa Selecção, que isto dos patriotismos, sim senhor, mas alto lá com as foleirices..
ainda se o nosso verde fosse assim um "anis" ... era bem capaz de usar uma peçazita ou outra..
mas não... tinha que me calhar um verde garrafa... e como se não bastasse, os adeptos rosadinhos com garrafões pintados nas cabeças, sem qualquer sentido estético da coisa, não vêm ajudar muito à vontade..
Assim, para contrabalançar o orgulho nada a calhar, na peça que acabei de criar (um abatjour com tendências Vicking ), decidi coloca-lo em cima duma peça nacional... o resultado está aí em cima...

sexta-feira, junho 23, 2006

Treinador de sofá

Ainda não percebi o que é que o Luisão foi fazer ao Mundial, numa selecção com jogadores como Ronaldinho, Robinho, Cicinho, Juninho e Ricardinho; o central do glorioso está completamente fora do seu escalão.
Será que não há um Cabra Macho com nome de homem que vingue no escrete!
Um Leopoldo, um Florival, Jair, ou um Astromar…!

quarta-feira, junho 21, 2006

Uma dissertação alucinante

Uma querida colega doutorou-se ontem em engenharia química. Tendo assistido a uma prova destas pela primeira vez, vou tentar relatar os momentos apaixonantes que vivi.
Os dois arguentes principais do júri tinham um currículo invejável e antevia-se uma prova disputadíssima.
O professor Vidigal iniciou as deliberações logo após a apresentação da estudante (a minha colega). Cinco páginas de gafes imprimidas eram o prenúncio de que estávamos diante de um jurado do mais alto gabarito. Inicia a sua prestação referindo-se ao português da estudante. Numa entoação monocórdica mas com graves retumbantes, mostra página a página os tempos verbais e os adjectivos que foram mal escolhidos. Profere cada um lentamente, num tom frugal que ecoa pela sala com a cadência de uma peça de artilharia do século XIX. LINDO! E quando o presidente do júri começava a olhar para o relógio, com um suave golpe de cotovelo derrubou os apontamentos do jurado adjacente. Uma intervenção cirúrgica que lhe permitiu prolongar a sua deliberação 10 minutos além dos 45 que tinha direito. Uma prestação quase irrepreensível que evidenciou muitas horas de preparação.
O professor Rocha, mediante esta deliberação tão dificil de superar, começou logo ao ataque. Levantou-se e alterou a disposição da sala, indo buscar uma mesa para se apoiar. Uma abertura clássica mas sempre eficiente para dispersar a memória da audiência. Para concluir esta jogada começa a discursar sobre assuntos ciêntificos irrelevantes, de que mais ninguém tinha conhecimento. Uma jogada de génio que visava desvirtuar a liturgia típica da prova de doutoramento. Se o professor Rocha fizesse a assistência crer que estava a assistir a uma simples palestra, a deliberação fantástica do professor Vidigal perderia todo o sentido. Com a disputa ao rubro chega o momento alto da tarde; ao comentar as referências da estudante fala sobre um artigo que esta incluiu na bibliografia, cita de cor que este se encontrava na página 79 do volume 1 de 1950 (antes de ele ter nascido!) da revista cientifica (JACS) mas que na página 61 da mesma revista estava outro ainda mais relevante! Pouco faltou para me levantar num aplauso reflexivo! Estes pormenores técnicos deliciam qualquer espectador de provas de dissertação! Pena foi que o professor Rocha não tenha conseguido manter o nível… é de luas… na segunda parte da deliberação trouxe para discussão trivialidades fracas, já muito batidas, desconcentrou-se e eclipsou-se um bocado. Um fim inglório para uma prestação que prometia tanto…
Mal posso esperar pela próxima tese no mês que vem. O professor Rocha vai ter mais uma oportunidade, pode ser que desta vez consiga superar o seu adversário.

PS: Obviamente que a colega passou com distinção. Nestas provas o aluno é um elemento importante mas passivo, comparável à baliza num jogo de futebol.

segunda-feira, junho 19, 2006

Futebol, Futebol e Futebol*

Se há coisa que os portugueses têm a certeza é que, depois dos Descobrimentos, pouco mais podem fazer de grandioso. O problema é que, de quando em vez, nos esquecemos disso. E, por momentos, deixamos de parte a nossa condição miserabilista e armamo-nos em carapaus de corrida, convencidos que é desta que somos capazes de ser melhores que os outros.

Sem hipóteses no festival da canção, as nossas esperanças estão nestes dias centradas na selecção de futebol, o novo desígnio nacional. O parolismo patriótico instalou-se, e vive-se a histeria do mundial. Mesmo aqueles que não gostam ou não percebem nada de futebol renderam-se ao apelo da bandeirinha na janela. O mundial passou a ser pretexto para tudo e transformou-se numa novela insuportável. Todos falam, falam, falam, falam, falam, e não dizem nada. O futebol caiu na unanimidade e corre o risco de se perder nas revistas cor-de-rosa e nos programas da manha do Goucha. Por isso que, a bem do futebol e dos que gostam dele na sua essência, começa a ser desejável que Portugal seja rapidamente eliminado do mundial. Se é que ainda vamos a tempo…

* Versão actual e simplificada de “Deus, Pátria e Família”

Born to be wild

Tenho um 2º veículo de transporte terrestre. Comprei-o pela net a um mercante de Chaves.
Tem uns aninhos a mais do que eu.
Taciturno, também ele espera que eu termine a obra que me foi encomendada. Em tempo oportuno, reunirei a minha tripulação e zarparemos pela atmosfera libertando as civilizações enfadas por ditaduras moribundas!

Por falar nisso,

foi estreado numa grande província do mundo português que ainda vigorava em 1971: Angola

sábado, junho 17, 2006

Não háaaaaa...

Este tem sido o choro constante e incessante da kelvin desde ontem... achei melhor resolver o problema com a administração oral de uns compostozitos hormonais... parece que se acalmou. Desenganem-se os que andam à espera de um romance escaldante com um Chartreux de boas familias para assim se apoderarem do fruto do seu ventre! Vão à loja de animais do Rio Sul buscar um dos bébés que lá estão, que esta não tem idade para essas concupiscências...

sexta-feira, junho 16, 2006

No amor e na guerra…

O meu felino está com o cio, coloca-se na posição militar, que segundo os antigos, terá custado a derrota à Alemanha na 2ª grande guerra.

quinta-feira, junho 15, 2006

Danos Colaterais

Ouso descrever o comportamento que desde segunda-feira apresentam os mamíferos 4 patas cá de casa e algumas aves que partilham o jardim connosco.

A Luna (cadela), com mais frequência do que é habitual, deixa cair o corpo pesado no chão emitindo um rugido demasiado prolongado. Quando algum de nós calça um sapato renova-se de esperança esticando as orelhas e abrindo bem os olhos, como quem diz :"É hoje que isto acaba?". Rapidamente percebe que foi um falso alarme e volta para os seus aposentos, deixando cair novamente o corpo, acompanhado do rugido, agora um pouco mais longo..

A Kelvin, gata com apenas 10 (longos) meses, chegada em má altura, talvez nunca venha a saber o que é tranquilidade, começa a correr de repente pela casa, sem razão aparente, faz derrapagens e trepa as paredes, NÃO para caçar mosquitos ou para perseguir a sombra…

O Tobias, furão já de si pouco dado a concessões, anda a armazenar (que é como quem diz, roubar do saco da Luna) comida com mais determinação do que o habitual...

Até os ouriços desapareceram das redondezas da casa e o casalinho de melros já deve estar a debicar noutro jardim...

Valham-nos as andorinhas com crias ja granditas. Essas sim, não desistiram, a avaliar pelo estado em que se encontra o chão...

terça-feira, junho 13, 2006

Desânimo

As pessoas que têm a incumbência de dar a sua contribuição social através da escrita de teses científicas intituladas: “Produção de micropartículas para libertação controlada de fármacos usando fluidos supercriticos” deviam ser mais acarinhadas pela sociedade.
Aliás, acho que qualquer pessoa que seja obrigada a escrever qualquer coisa cujo título exceda as três palavras, já devia ter direito à ADSE. Quanto mais, se o título for uma frase de 10 palavras em que parte delas não existem em dicionários e cuja ordem é irrelevante para a compreensão do sentido!
Exemplo: “Libertação de micropartículas para produção controlada de fármacos supercríticos de fluidos”

Acho que nestes casos devíamos ter direito a um lugarzinho de estacionamento especial junto aos acessos dos centros comerciais…
...direito a uma assinatura da SPORTV gratuita, a lugar cativo nos cinemas e no estádio da luz. Devíamos receber um subsídio de férias, um 13º mês, um casaco longo e uma espada afiada, como acontece com a maioria das pessoas respeitáveis nas civilizações mais evoluídas.

segunda-feira, junho 12, 2006

3 Basquiazinhas



Este desenho feito ontem por 3 meninas de 4, e 7 anos merece ficar na mesma parede do meu Basquiat, não acham?!! A mais pequenina foi a mais genial...

sábado, junho 10, 2006

Coisas da Escola

Há muito que queria escrever sobre educação e, especialmente, sobre as polémicas recentes que opõem grande parte dos professores às medidas anunciadas pelo ministério da educação. O assunto é sério e merece uma reflexão honesta, sem a ligeireza e retórica de ocasião que alguns insistem em ter.

Todos sabemos que a escola não vai bem. Os alunos abandonam a escola muito cedo, com níveis muito baixos de escolaridade, não conseguindo adquirir competências mínimas, indispensáveis para um mundo de trabalho globalizado e cada vez mais exigente. A falta de qualificação, quer dos jovens, quer dos adultos, torna a nossa economia menos competitiva e, desta forma, irremediavelmente afastada dos índices de desenvolvimento que ambicionamos. Por outro lado, na última década, Portugal tem feito um enorme investimento público em educação. À conta disso, Portugal é o país da OCDE que maior percentagem da despesa corrente gasta em salários de professores, e onde os rácios de aluno por professor são os mais favoráveis da União Europeia. Por isso, seria de esperar que a escola apresentasse melhores resultados. Se isso não acontece é porque o problema é muito mais do que uma questão de meios. Há muito que o problema deixou de ser o dinheiro. Essa desculpa, usada por sucessivos governos para fugirem à responsabilidade de fazer o que deveria ser feito, já não serve. Pelo contrário, num país onde o estado gasta mais do que tem, seria injusto, numa altura em que o estado tem obrigatoriamente de cortar na despesa pública, que na área de educação se deixasse tudo como está, isto é, que se continuasse a por dinheiro na escola sem dela se exigir resultados e uma melhor gestão, racionalização e optimização de meios e recursos.

Serve tudo o que acima foi dito para enquadrar a proposta do ministério de revisão do Estatuto de Carreira Docente. Porque, como é óbvio, os professores não se podem colocar à parte destes problemas, muito menos fazendo-se de vítimas.

Para além da espuma que tem ressaltado da comunicação social, nomeadamente na questão da avaliação dos professores pelos pais e noutras questões técnicas passíveis de alteração mediante negociação com os sindicatos, interessa-me discutir a questão do princípio de avaliação dos professores. Devem ou não os professores ser avaliados? Devem ou não ser distinguidos os bons dos maus professores? Deve ou não haver consequências de uma avaliação?

Não querendo gastar muitas mais linhas a retratar a situação actual, parece-me evidente que o actual Estatuto de Carreira Docente não serve. Em primeiro lugar porque é injusto para os professores, tornando os bons e os maus todos iguais, ao premiar todos. Em segundo lugar porque não assenta em nenhuma lógica de resultados e de objectivos, não estimula os que mais se empenham, torna o sistema ineficiente. Em terceiro porque é economicamente incompreensível, permitindo que, indiscriminadamente, todos cheguem, de uma forma automática, ao topo da carreira.

Para existir qualidade no ensino tem de haver uma boa avaliação dos seus intervenientes. É assim com os alunos. Deve ser assim com os professores. A qualidade tem de ser premiada e tem de haver uma clara discriminação entre os bons e os maus professores. Actualmente, a profissão de professor proporciona inúmeras situações de não ser exercida. Depois de entrar na carreira é um descanso. Para alguns, a segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática, são as únicas coisas que os prendem à profissão. Muitos caem na rotina, no comodismo e no facilitismo que a carreira oferece. Até os bons professores se desmotivam e acabam por entrar nesta cultura descentrada do seu objectivo principal: o sucesso dos alunos. Por isso que, para bem dos alunos e dos bons professores, é urgente mudar. A escola precisa de voltar a ser credível e isso só é compatível com uma cultura de qualidade e exigência para todos, inclusive para os professores. Porque a escola pública existe por causa dos alunos, é neles que devemos centrar as nossas atenções, ainda que isso possa resultar na perda de direitos de alguns maus professores. Por muito que custe.

quinta-feira, junho 08, 2006

Trouxeram-me oferendas

Os meus amiguinhos magos ofereceram-me belos presentes que se completam de forma providencial.
Ganhei umas roupas bem estilosas que apelam ao meu lado materialista. Entre elas figuram uns sapatos desportivos que alguns invejosos teimam em duvidar que sejam unisexo.
O meu ser emocional ficou melhor equipado com uma camisola da selecção para os tempos de sofrimento que se avizinham.
O meu lado espiritual também não foi descurado, ganhei uma autobiografia de C. Darwin que depois de ter lido a contracapa achei que merecia ascender à minha prateleira dedicada às religiões.
Veio em boa altura pois já estava farto de ler “O conhecimento que nos aproxima de Deus “ de Swami Prabhupada; fiquei-me pelo mantra cinco…

Agora que penso nisto, acho que falta nessa prateleira qualquer coisa do Paulo Coelho e uma fotobiografia do Benfica.

Ganhei também o L. Silva original!

terça-feira, junho 06, 2006

Abriu a época de incêndios

Em jeito de aquecimento para o que nos espera nos próximos tempos, assistimos esta semana aos primeiros incêndios mediatizados. Depois da época balnear, da época de exames, da época da caça, passámos a ter, também, a época dos incêndios. Todos os anos a mesma coisa. Primeiro vem a seca. Depois as ondas de calor- este ano, vá lá, até tivemos direito a uns mosquitozinhos e tudo. E, finalmente, os incêndios. Inevitável, como o destino*.

Embarcando na moda das teorias da conspiração, tenho para mim que tudo isto é potenciado e orquestrado pelos media, em especial pelas televisões, ávidos de imagens dantescas com chamas alaranjadas a lamber o máximo de árvores e casas possíveis. Não tenho qualquer dúvida que tudo é preparado, com muitos meses de antecedência, ao ínfimo pormenor, como se de uma campanha publicitária se tratasse. Aliás, as televisões preparam-se melhor, com equipamentos sofisticados, montes de jornalistas corajosos, uns quantos helicópteros e não sei mais o quê, do que os próprios bombeiros. E depois, claro que se tem de fazer render todo esse investimento. Por isso, preparem-se para começarem a levar com, pelo menos, 20 minutos de telejornal sobre incêndios (a somar aos 30 minutos sobre o mundial), onde tudo, inevitavelmente, será sobrevalorizado, exagerado e dramático. Até parece que estou a ver: os helicópteros lançando gotas de água sobre as chamas; os bombeiros correndo de um lado para o outro, impotentes e sem camisa; as populações a queixarem-se dos aviões, ou da falta deles; as entrevistas sucessivas a gente corajosa, transpirada e suja de cinzas; os rostos de velhinhas cobertas de lágrimas, lamentando-se de que nunca viram nada assim; hectares e hectares de mato queimado, passando por floresta densa; pontos de situação e alertas coloridos; promessas de reforço de meios, campanhas de solidariedade e blábláblá ... Enfim... É de um gajo ficar farto. Enojado. Dos incêndios, é certo, mas mais ainda dos telejornais que se tornam numa verdadeira seca, e pior, na melhor publicidade para que haja mais incêndios e incendiários. Mas isso não interessa nada. Desde que as audiências estejam garantidas, claro.

*essa história do destino é uma força de expressão, entenda-se

Mais uma volta

O posicionamento dos astros indica que completei ontem mais um ano terrestre e por uma estranha coincidência constato que completo hoje o meu 16 aniversário marciano.
Se tivesse tempo demonstrava-vos como isto é a prova de que poderia governar o mundo com facilidade. Os mais cépticos que façam uns cálculositos de probabilidade.

Se ao menos tivesse amigos marcianos…
Ainda se encaixavam mais umas prendinhas…

PS para os mais curiosos: um ano marciano tem 687 dias terráqueos

segunda-feira, junho 05, 2006

Frase do dia [actualizada]

A Idade da Pedra não acabou por falta de calhaus.

domingo, junho 04, 2006

Noções de Proverbiologia I

É lugar comum que todo o português possui um instinto natural para a proverbiologia. Mas à semelhança do que acontece com a bola, o dom é a melhor desculpa para o desleixo; o velho complexo da cabeça erguida... Só assim se explica que a Proverbiologia portuguesa continue tão pouco sistematizada em Portugal, quando se assume por toda a galáxia como uma pedra basilar em todos os programas de instrução.
Na sequência do tratado que postulei no post “Fundamentos da Produtividade Portuguesa” deixo-vos um pouco mais de proverbiologia, com a abnegada pretensão de consciencializar os prezados leitores daquilo que se ensina lá fora, para que se desnude por completo o já indecoroso sistema de ensino português!

Existem duas classes de provérbios: os que rimam e os outros.
Os provérbios que não rimam servem para corroborar as verdades universais dos que rimam, que são os provérbios fundamentais.
Um exemplo: O provérbio que não rima “santos da casa não fazem milagres” tem a seguinte interpretação:
“És português? Estás em Portugal? Então deixa-te mas é tar quieto!”
Este provérbio ajuda a interpretar o provérbio fundamental que foi descrito anteriormente:

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

Assim, a interpretação correcta torna-se mais evidente:
“Teres-te safado até aqui já não é mau, agora aguenta mas é os cavalos e não abuses da sorte!”

sexta-feira, junho 02, 2006

Que São Exupery me perdoe

Terráqueo por motivos de força maior, há muito que me cativa o estilo de vida nesta atmosfera oxigenada.
E perguntam os meus leitores mais pequeninos:
- O que é cativar?
R: Hum… já houve um príncipezinho que perguntou isso a uma raposa…
- E o que é uma raposa?
R: A raposa é um mamífero astuto de intenções dúbias, uma espécie de Paulo Portas, mas com um faro mais aguçado para os galináceos do que para o peixe fresco.
- E o que é que a raposa fez?
R: Pequenos leitores, cuidado com as raposas! Avaliai o seguinte padrão de respostas e julgai por vós mesmos:

Raposa para o princípezinho: “A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...”
Lobo para o capuchinho: “Trouxeste-me pão e bolos? Que simpática a minha neta... Vem para aqui, para perto de mim...”

Amiguinhos, não se fiem no desfecho diplomático das estórias da realeza. A não ser que o sangue azul vos proteja, mais vale passar ao largo destes canídeos dissimulados.

quinta-feira, junho 01, 2006

3 predilectos


O que é que eles andam a tramar...?