terça-feira, maio 30, 2006

A estrelinha dos mais fracos

Estou convicto de que se Carlos Darwin tivesse concluído a sua teoria tinham-se poupado muitas confusões.

Peço-vos que avaliem a seguinte observação de campo.
Um grupo de 12 hominídeos convive num relvado em amena cavaqueira pós-prendial. Surge um pequeno predador de 5 aninhos empunhando uma mangueira de rega carregada e já com o dedo no gatilho do dispersor. A sua boca escancarada de riso, de quem não teme a moral ou presta contas à razão, é um prenúncio de que a desgraça está iminente. Onze mamíferos põem-se a salvo, não porque fossem mais velozes ou inteligentes, mas porque o pequeno predador já tinha seleccionado o seu mártir.
Interroguei-me algumas vezes: “PORQUÊ EU?”, enquanto pequenos diabinhos de Darwin tentavam subjugar a minha mente com conjecturas corrosivas mas claramente improváveis.

A”improbabilidade” seria de facto um bom prefácio para o livro que Darwin se coibiu de escrever, por entrar nos desígnios da graça ou da provação divina. Sensatez e inteligência que a sua ala carismática nunca compreendeu.
Caros leitores, apenas um volume falta à “Origem das Espécies”:

“Azar; o mais puro e duro Azar”

segunda-feira, maio 29, 2006

Gluup

Estava eu com as minhas 2 alunas, quando fui à cozinha 2 minutos para beber 1 copo de água e dizem-me o seguinte: “O F. acabou de telefonar a dar-me os parabéns porque ia ser pai”
Eu, na minha inocência: “O F. vai ser pai???” (O que seria já de si estranho)
O meu consorte a tentar manter a calma: ” Não, ele diz que a Flv, ontem disse que kjsadiewurrrjwhjytzsa EU, jskghsdjgjkl , PAI , grkjhsehrehoj”

Eu outra vez, meio desmaiada: “Quem ...? a Flv o quê? Vais ser o quê? Eu... o quê ....?”

Sentei-me, salpiquei-me com a água e voltei para a geometria, que depois disto me pareceu mais clara.

domingo, maio 28, 2006

Black Celebration

Let's have a black celebration
Black Celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we've seen the back
Of another black day

I look to you
How you carry on
When all hope is gone
Can't you see

Your optimistic eyes
Seem like paradise
To someone like
Me

I want to take you
In my arms
Forgetting all I couldn't do today

Black Celebration
Black Celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we've seen the back
Of another black day

I look to you
And your strong belief
Me, I want relief
Tonight

Consolation
I want so much
Want to feel your touch
Tonight

Take me in your arms
Forgetting all you couldn't do today

Black Celebration
I'll drink to that
Black Celebration
Tonight

1986 Martin Lee Gore - Depeche Mode

sábado, maio 27, 2006

Apenas um sonho…

“Dá-se uma explosão nos céus, o ruído ensurdecedor estremece o firmamento num retumbar supersónico. Gaivotas negras são projectadas pelos ares com penas a arder e a regurgitar fogo. Nos seus olhos lânguidos antevê-se um destino trágico e inevitável. No solo gaivotas chamuscadas tentam extinguir as chamas rebolando-se na relva. As que se salvam, comem pedaços carbonizados das que foram desintegradas pela explosão.”

Na dissecação deste sonho interrogo-me a quem pedir o bisturi.
Num corte à Sigmund Freud, este sonho refere-se a acontecimentos do passado. Existe claramente uma transposição de valores recalcados para as gaivotas devassas. Sucintamente, isto é uma pantomima sexual em que as gaivotas fogosas (literalmente!) são comidas pelas gaivotas ociosas que se roçam na relva! É óbvio que a gaivota que come as outras é uma sado-mazo passiva, pois não é capaz de embicar uma gaivota viva.

À maneira de José, governador do Egipto, este sonho é sem dúvida uma premonição do futuro. Neste caso, torna-se evidente que a desintegração das gaivotas corresponde a um período de provação aparatoso. Contudo, o sujeito vai ser apenas chamuscado pelo infortúnio e mais tarde, muitos dos detritos do período mau ainda lhe servirão de sustento, contribuindo para uma vida com maior serenidade.

Como a sonhadora é minha prima, o melhor é esquecer o bisturi do Sigmundo…

sexta-feira, maio 26, 2006

O Código da Escada

Não sei como é com vocês, mas a mim causa-me um certo arrepio andar de escadas rolantes em centros comerciais, no Metro ou para ser breve, em qualquer outro lugar no nosso país... quando posicionada 2 degraus abaixo dum casal então... a escada parece não chegar ao fim. "Passa à frente!", diriam vocês. E é aqui que reside o problema... A regra fundamental do "código da circulação urbana de escadas rolantes em horas de ponta e afins", que consiste em deixar a faixa esquerda livre para quem tem um compromisso daí a 2 minutos, não se pode invocar nas escadas que eu frequento! Resta-me ficar a olhar de baixo para cima para as barrigas a baterem-me no nariz e a tentar adivinhar a dieta do mamífero, a prevenir-me de produtos secundários como a salivação do casalito acima mencionado, a ouvir as conversas das senhoras insatisfeitas com o patrão, a ler o que diz a pulseira de ouro do senhor de bigode, a tentar bisbilhotar o saco da Zara das outras duas, e por aí fora. Bloguistas de boa vontade, digam-me o que fazer!

quinta-feira, maio 25, 2006

À margem da Taxonomia

No espaço sideral a vista é curta e a paisagem monótona. Tem mais interesse atravessar o terreno do Instituto Superior Técnico do que um milhar ou dois de anos-luz por esta galáxia enfadonha. No complexo habitat do IST percebe-se que Adão, Lineu e Lamark deixaram muito trabalho inacabado.
Deixo aqui o meu conselho, a todos os amantes de formas de vida inclassificadas em chaves dicotómicas:
Larguem os filmes do Geoge Lucas e venham maravilhar-se no IST!

quarta-feira, maio 24, 2006

Política Doméstica - parte 2



Do post Politica Doméstica, do dia 22 de Maio, aqui ficam as ilustrações da "socialista tolerante" e da "direita altiva"

terça-feira, maio 23, 2006

Pródigo

Meus ouvidos já tudo ouviram
E estes olhos já não distinguem
Porque ouço eu a Tua voz ?!
Porque ouço eu a Tua voz?!

Os meus caminhos não têm fim
E o gelo da morte já me tocou
Porque chamas Tu pelo meu nome?!
Porque chamas Tu pelo meu nome?!

As minhas mãos estão bem vazias
E o meu sorriso já se apagou
Porque me dás Tu esse amor?
Porque me dás Tu esse amor?

Já não sei fugir...
Já não sei fugir...

"pródigo" - muud, album metamorfo

www.muud.net

segunda-feira, maio 22, 2006

Politica Doméstica

A Luna é um labrador socialista extremamente tolerante para com as outras espécies e para com os desfavorecidos. É capaz de oferecer um brinquedo a um marginal que lhe queira pilhar o covil.
A Kelvin é um mamífero altivo pouco dado a confianças. As suas motivações sociais têm a lógica do mercado, se a conjuntura não lhe agradar, desaparece da vida pública e faz gozo da sua boa sorte nos postos mais altos da casa.
Todos têm o seu direito de expressão até à hora da comida.
Nessa altura, a direita é oprimida pela corpulência da esquerda.

Nunca o Zeca pensou que a história se invertesse a este ponto…
“Eles comem tudo e não deixam nada”

domingo, maio 21, 2006

O código de Miguel Ângelo

Às supostas insinuações de Leonardo prefiro as evidentes provocações de Miguel Ângelo.

O Todo Poderoso a escorregar do seu trono para se chegar ao hominídeo.
O mamífero páchà estica a mãozinha na esperança de receber uma uvita descascada.

sábado, maio 20, 2006

Filosofia com hegemonia

Do tratado “Fundamentos da produtividade portuguesa”, que estabeleci num post anterior, deduz-se o seguinte corolário:
Se Frederico Nietzsche tivesse alguma coisa proveitosa para comunicar aos portugueses, tinha-a escrito em frases curtas que rimassem! E não em conversas alegóricas de bailarinos, equídeos e bicharada…
Camões, esse sim!.... Conhecia o seu público-alvo… ou o Quim Barreiros!

sexta-feira, maio 19, 2006

217 horas mais tarde...

217 horas depois do inicio, ocorre-me dizer: "Meus amigos, aqui está um blog feito com ciência!"

Aniversário e Viviparidade

Dois mamíferos que prezo muito estão de parabéns: chamemos-lhes “Inês” e “Clara”.
Pela ênfase que atribuem à sua data de nascença presumo que sejam vivíparas placentárias. Isto porque os mamíferos marsupiais não ligam tanto a estas coisas. O que até se compreende; o feto nasce como que por flatulência vaginal e depois cumpre o resto da gestação numa bolsa. Tanta harmonia obstétrica dificulta a associação do processo a uma data concreta de que toda a gente se lembre.
O ornitorrinco (essa pata peluda que está encravada na garganta dos biólogos sistemáticos) ainda menos consciência tem de quando partiu a casca!

Enfim, deixo-vos com uma dica que vos pode ajudar a não causarem má impressão.
Se quiserem saber se um mamífero é vivíparo, sem serem indiscretos, perguntem-lhe quando é que faz anos.
Se ele ficar confuso e não tiver bico de pato, é porque é marsupial.

quinta-feira, maio 18, 2006

Déjà vu


O Barça concluiu o seu percurso na Champions com uma vitória justa. Acho que convenceu a Europa com o admirável talento, capacidade de esforço e inegável humildade. Só assim poderiam eliminar o Benfica…


Mas há uma coisa que me intriga.

Eu sei que não são estes os galácticos, mas tenho a nítida sensação de que já vi um deles actuar noutro sistema solar…

Contradições da vida

Dantes vivia-se mal e a vida não era fácil, hoje vive-se bem e a vida é difícil. Dantes as pessoas nasciam em casa e sem apoio médico, hoje até tem de se ir nascer a Badajoz para que não falte nada. Dantes as crianças brincavam com carros de pinhas e ficavam todas satisfeitas, hoje brincam com Playstation’s , Gameboy’s, e sei lá mais o quê, e estão cada vez mais exigentes. Dantes os estudantes levavam reguadas por não saberem a matéria, hoje culpam os professores e têm explicadores privados. Dantes os jovens só se calçavam para ir à missa, hoje só se descalçam para ir à praia. Dantes as pessoas eram feias e casavam-se, hoje somos bonitos e divorciamo-nos. Dantes não havia televisão nem tédio, hoje há Tv cabo, dvd’s, cinema, shopping’s e passamos a vida a assoprar. Dantes não havia tempo para ter depressões, hoje não há tempo para os psicólogos nos atenderem. Dantes as mulheres faziam todo o trabalho doméstico e tinham muitos filhos, hoje, arranjam uma empregada, vêm novelas o dia todo, e, quanto muito, têm um filho. Dantes as pessoas trabalhavam de sol a sol e recebiam uma miséria, hoje não se trabalha e recebe-se um bom dinheiro por isso. Dantes os maridos não faziam nada em casa e as mulheres não se queixavam, hoje fazem quase tudo e as mulheres só reclamam. Dantes só se descansava ao domingo e não havia férias para ninguém, hoje não trabalhamos pelo menos dois dias por semana, fazemos férias no Brasil e nunca descansamos. Dantes as pessoas iam ao médico uma vez na vida, hoje levam os cães ao veterinário uma vez por semana. Dantes morria-se de fome, hoje morre-se porque comemos demais. Dantes lutava-se para sustentar a família, hoje luta-se para pagar ao banco o empréstimo para o telemóvel 3G. Dantes, com a idade, ficávamos velhos e morríamos, hoje fazemos plásticas e lifting’s e morremos na mesma.

Comentários

Contra todas as indicações, a partir de hoje, Os Predilectos deixarão de exigir que seja registado no blogspot para poder comentar o que vamos escrevendo por aqui. Não queremos desculpas para a vossa indiferença. Até já.

quarta-feira, maio 17, 2006

Fundamentos da produtividade portuguesa

Para um mamífero português nada é mais tranquilizante do que saber que está na média. Por isso, se há coisa que um português reverencia é um provérbio popular. E se ele rimar, então…
Um provérbio português, que rime, é uma base de fé, um axioma! Para os proverbistas nacionais, Gauss era um optimista lunático, um sonhador. Todos sabemos, que no que respeita a provérbios, o desvio padrão é um infinitésimo! É praticamente zero sobre infinito!
Gibbs… esse foi outro! Dizer que podemos vencer a improbabilidade com trabalho, é claramente uma versão herege do provérbio:

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”

Herege e mal intencionada! Jamais um português se lembraria de aplicar a palavra trabalho num provérbio. Ainda por cima, com sentido positivo!
Só mesmo um inculto mamífero Anglo/Americano da revolução industrial é que cogitaria tal abominação.
Todo o português sabe, que este provérbio se refere a não abusar da sorte… aliás, este tema, é de facto o único assunto de todos os provérbios portugueses!
De tal maneira que os portugueses não são pouco produtivos; são prudentes, pois sabem que cada acção desmedida rima com o seu destino inevitável.

ooooppsss...

A Iara é uma menina de 7 anos a quem dou algum apoio escolar. Recentemente disse-me que queria fazer um desenho sobre o Outono, vai-se lá saber porquê com o calor que tem estado... repliquei dizendo-lhe que poderia então desenhar o Outono e escrever 3 frases a respeito do dito, que é como quem diz :"isto aqui é para trabalhar e tal e o camandro, não penses que é só boa vida, quando tiveres que pagar impostos é que vais saber como é e coiso e tal" Resultado: “O Outono é feio”, “As folhas são feias”, “As árvores são feias”.

terça-feira, maio 16, 2006

Pelo "fato" pedimos desculpa


Devido ao post “Complexo de igualdade”, o quadro editorial deste blogue tem sido objecto de graves acusações, orquestradas por um felino com muitas influências na comunicação social.
O felino mencionado, opõe-se à exibição pública de imagens de mamíferos, com fatos cor-de-rosa, desenhados por costureiros que adjectiva de hediondos; o qual passamos a citar:
“ O capuz já não se usa, a túnica não tem motivos do oriente e é tão cuuumprida que nem dá pa’ver as sandálias…” “essa imagem é uma provocação a todos os felinos que vestem de Pink!”

Caros leitores: para atenuar as sensibilidades dos mais rosadinhos, o quadro editorial emitiu hoje o seguinte comunicado.
“ O bloguista que escreveu o referido post, sofre de uma rara disfunção cognitiva que consiste em armazenar, na mesma região cerebral, todas as espécies de mamíferos que exibam ostensivamente símbolos de orgulho de identidade em manifestações públicas.”
“Mais se acrescenta, que pelo motivo apresentado, não são imputáveis ao referido bloguista, quaisquer responsabilidades relacionadas com a confusão iconológica das comunidades de mamíferos abrangentes”

segunda-feira, maio 15, 2006

Aulas de Educação Sexual, para quem?

- Meninos, hoje, na aula, vamos falar de sexualidade.
- Com pretos ou com brancos, S’tor?
- Como assim, Sofia?
- Oh S’tor, vamos falar de sexualidade com pretos ou com brancos? É que eu já fiz com ambos e olhe que são coisas bem diferentes!

* diálogo real numa aula do 9º ano, contado por um colega de RMC

Belos adversários

“A selecção italiana, que vai disputar o Mundial'2006, vai ser vestida pela Dolce & Gabbana.”
Fonte: site http://www.record.pt

Deveríamos conseguir evitar algumas associações para prevenir valorismos desnecessários.

uma predilecta...

Sou o ente das 7 faltas
Que tem a morte por credor
E como um prazo que se esgota
Assim aumenta a minha conta

E se esta vida fosse minha
Nesta morte lhe pagava
Mas sou o ente das 7 faltas
E este sangue é seu penhor

Mas já nasceu uma estrela
5000 sóis mais brilhante
Que duma morte fez vida
Que a esta vida traz morte

traz a certeza uma só face?
traz a verdade um só rosto?
a quem pagas para falar o que não sentes?
quem recebe os direitos do teu discurso?
vil vaidade de quem não sabe!
vã eloquência de quem não sente!
as 6000 verdades da tua mente
6000 receitas de sucesso
6000 são pouco mais que nada
vazio, angústia e desespero
quem te faz buscar o que te seca?
quem te faz cuspir no que te muda?
7 marcas de insucesso estão cravadas
nesta pele nesta mente nesta face
as 7 parcelas da mesma factura
o arganel que me prende ao meu passado
o freio que aponta o meu futuro

sei que hoje nasce outra lua nova
sei que hoje nasce outra lua nova
mas uma estrela guiará o meu futuro
brilhante mais que o sol 5000 vezes
cuja morte fez nascer a esperança
que hoje ainda a esta vida trará morte
que hoje ainda a esta vida trará morte.

"seven" - muud, album metamorfo
www.muud.net

domingo, maio 14, 2006

Dizer mal é uma condição indispensável para produzir bem e obrigatória para produzir melhor

Um blogue serve, essencialmente, para dizer mal. Mas, como estamos tão habituados a ouvir falar mal de tudo, torna-se difícil ser original. Dizer mal, não é, infelizmente, uma opção. Ou melhor, é uma opção, mas irrecusável. Por muito que não se queira, há nos portugueses uma sensação de inevitabilidade em dizer mal. É algo genético, dominante, embutido e aperfeiçoado de geração em geração. Aliás, se o povo português, não dissesse mal e não se queixasse de tudo, faltava-lhe assunto. E por isso, engordava. Deixava de ir à missa. Deixava de ver os Reality Shows e de gostar do Castelo Branco. Começava a ler. Perdia a potência sexual. Extinguia-se.

Mas, do que os portugueses gostam mesmo de dizer mal é dos próprios portugueses. Esse é o nosso desporto nacional. Especialmente, apreciam-se as comparações com os estrangeiros, as estatísticas e os ranking’s a nosso desfavor. É a nossa desculpa. O nosso fado, destino, sei lá. A nossa paródia. Contudo, quando ouvimos algum estrangeiro falar mal de Portugal, ou dos portugueses, indignamo-nos, sentimo-nos injustiçados, invocamos os descobrimentos. E, durante uns minutos, vemos Portugal como o melhor país do mundo, sem compreender como alguém pode dizer mal de um país com pessoas tão maravilhosas e acolhedoras, com tão bom futebol, comida, clima e vinho barato.

Complexo de igualdade



A extrema-direita portuguesa é pouco chocante para as criaturas intergalácticas. O sentimento de superioridade é coisita inócua que é comum a muitos viajantes interestrelares.
O que tem graça é o aparato.
“Marchemos contra os estrangeiros e conquistemos a supremacia neste grande projecto nacional de subserviência aos empreiteiros!”
Quem acredita mesmo na superioridade pertence à família dos felinos. Não há mamífero com maior consciência da sua imparidade genética do que essa pandilha felidae. Para um felino, não existe um ser vivente que mereça partilhar com eles uma molécula de oxigénio. Ainda assim, o seu ego empolado permite a sobrevivência dos desfavorecidos para que alguém possa invejar o requinte do seu pêlo.

sábado, maio 13, 2006

13 de Maio

Neste país afecto ao episcopado de Roma, apenas um santo é mais referenciado que Maria:
S. Sebastião da Pedreira.

Em estado de maturação

Tenho para mim que o primeiro post é sempre mais difícil que os anteriores. Por isso, não levem a mal que, na tentativa de procurar o tom certo para este post, isto soe mais a um arroto seco. A verdade é que, apesar de me apresentar n’Os Predilectos com um estatuto de bloguista experimentado e maduro, não passo de um inamovível calhau, preguiçoso quanto baste, sem, de momento, nenhum tipo de inspiração que se registe. Só não digo que sou uma pessoa desnutrida de qualquer substância, porque, finalmente, a minha barriga já não o permite. Aliás, foi hoje que, no aconchego do sofá, tomei consciência que começo a ter uma barriga digna de um homem como deve ser. Confesso, que ainda estou meio abalado com tamanho e irrepetível feito. Tanto, tanto, tanto, que em vez de me sentir mais homem, me sinto muito mais compreensível para com as mulheres, e, particularmente, muito mais interessado nas repetidas conversas sobre os benefícios da Herbalife. Contudo, parece-me que é justo exigir de todos algum tipo de respeito e reconhecimento, até porque, não é todos os dias que se atinge a fase mais importante da maturação de um homem adulto – vulgo, barriga - , ainda para mais, sem recurso das facilidades do casamento ou da vida académica em Coimbra.

Ainda sem encontrar o tom certo, resta-me fazer votos para que rapidamente se escrevam muitos outros post’s, de forma que este fique remetido à condição que merece, isto é, bem escondidinho. Note-se, que é a primeira vez que recorro, neste texto, a um diminutivo. Aliás, como ponto prévio, fica já assente que evitarei os diminutivos e, a talhe de foice, os post’s fofinhos, bonitinhos, engraçadinhos e levezinhos. Até porque, agora, já tenho uma barriga de homem-adulto-maduro, ou seja, uma barriguinha de homenzinho.

sexta-feira, maio 12, 2006

um predilecto...


Tenor
Jean-Michel Basquiat, 1985

quinta-feira, maio 11, 2006

habitat

Quando um dos mamíferos com o qual se coabita decide enveredar pelo caminho da Ciência, e levar a sério a sua condição, escrevendo uma tese que parece não ter fim (nem princípio, nem meio também), a vida torna-se inevitavelmente difícil. Se a sua noção de “mamíferos” lhe parecer restrita demais para um blog, experimente passar por aqui mais vezes.

quarta-feira, maio 10, 2006

O que melhor caracteriza os mamíferos

Existem três características exclusivas da classe dos mamíferos (mammalia). Os pêlos, o tipo de orelhas e a produção de leite. Destas três, qual é a que nos haveria de definir…
As MAMAS!
Porque não os pêlos, que é tão mais evidente? A classe peludae
Cá está a prova de que a biologia é tudo menos uma ciência isenta.