sábado, dezembro 30, 2006

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Mais olhos que barriga

É nesta época festiva que compreendo as minhas limitações naturais. Sinto até algum complexo de inferioridade relativamente a outros mamíferos mais capazes.

Por exemplo, a Luna tem a capacidade de devorar vários quilos de iguarias natalícias em poucos minutos. Depois, trás tudo para casa, vomita tudo no relvado e mais tarde vai saboreando com calma aquilo que saqueou (sabe-se lá onde).

Já o seu requinte gastronómico não invejo tanto, dificilmente juntaria no mesmo prato camarões com peixe cozido e fios de ovos.

sexta-feira, dezembro 22, 2006


"Logo que ele deixe cair o saco, agarra-o que eu tapo a chaminé!"

quinta-feira, dezembro 21, 2006

O padrão

Tenho milhões de seres vivos a trabalhar para mim. Alguns deles constituem um sistema que extingue milhões de seres vivos dissidentes a cada minuto que passa.
Isto não vos inspira?

terça-feira, dezembro 19, 2006

No mediterrâneo não se passa nada

Numa amena cavaqueira com um mamífero saxão vem à conversa que na sua terra natal existem leões da montanha, lobos e ursos cinzentos que de quando em vez irrompem pelas cidades. MAIS! De todos estes predadores os alces são os que mais gosto à pata fazem matando dezenas de hominídeos anualmente.
Fiquei deslumbrado e sem palavras. Como é que se pode defender a vida neste cantinho da Europa depois desta descrição do “Novo Mundo”.

Ainda pensei mencionar os porcos pretos de barrancos... ou os cinco linces escanzelados da Arrábida... mas remeti-me ao silêncio não fosse ela lembrar-se dos ursos polares das baleias assassinas e sabe-se lá mais o quê...

Se há coisa que se aprende com os gatos é que sobra sempre uma pontinha de orgulho quando se consegue uma boa esquiva.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Gostar de homens

Antes da instituição da homofobia o relvado da luz descrevia-se com mais lirismo.
Quem era o estúpido que imputaria um desvio sexual ao adepto apaixonado que comparasse a imagem dos seus heróis em campo à sublime vivacidade das papoilas?
Até Jesus Cristo comparou os trajes de Salomão aos lírios do campo!

Entoemos o hino sem reservas.

...Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes...

MAIS, apesar dos adjectivos “berrante” e “saltitante” serem usados na mesma estrofe, este autor tem em sua defesa o nome de Luís Piçarra!
Quem é o garanhão que não gostava de ter um nome destes?

Conclusão:
As metáforas que normalmente estariam associadas a apetites sexuais invertidos, no léxico do futebol devem ser interpretadas como expressões de profunda masculinidade e intenso activismo heterossexual.

Dito isto permitam-me declarar neste dia de esperança futebolística:
“Vamos comer estes Biffs!”

terça-feira, dezembro 05, 2006

A evolução latina

É impossível desenvolver uma teoria da evolução indumentária sem fazer referência ao cume tecnológico, sem precedentes na história civilizacional, que é a farda típica dos machos latinos.
Deixo-vos com alguns detalhes do seu brilhantismo:

Reparem como a camisa desabotoada até ao externo permite arrefecer as mucosas e o ar, atenuando a intensificação odorífera.
O palito na boca que opera qual instrumento de ortodontia, auxiliado por momentos de sucção que produzem alguns ruídos agudos mas denunciadores de uma boca sã.
O bigode farfalhudo, esse escudo odorífero, que permite filtrar o ar atenuando os odores emanados pelos outros indivíduos.
E finalmente a unhaca que limpa os orifícios corporais e também substitui o palito em casos extremos (um instrumento poderoso sempre acessível; alguns mitos urbanos relatam que pode até abrir latas de tinta).

Está tudo lá caros leitores. Não percebo porque é que ainda nos fazem andar de rudimentares botões de punho e gravatas nos eventos formais.

segunda-feira, dezembro 04, 2006


Se a vaidade tivesse bigodes pronunciava-se com 6 letrinhas apenas.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Os leitores farenses que quiserem ser também ouvintes juntem-se a nós.
Vamos distribuir décibeis amanhã (às 17:30) na Livemusic em Faro.

terça-feira, novembro 28, 2006

Dinâmica de fluidos

Motivado por indagações de alguns dos meus mais ilustres leitores sinto-me compelido a desbravar este tema que tanto nos inquieta:

A evolução indumentária e a selecção social

De facto o post anterior baseou-se na descoberta de Torricelli de que o ar tem peso. Não só tem peso como a sua densidade diminui com a temperatura (o ar quente sobe).

Assim sendo, o ar que entra pelos punhos da camisa é aquecido nas zonas mucosas axilares subindo pelo colarinho desabotoado. Um fenómeno que propaga pela atmosfera alguns aromas equestres.

Portanto caros leitores as gravatas e os botões de punho nada mais são do que preciosas válvulas.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Utilitarismo puro

Faz hoje 15 dias que me questiono sobre nunca haver vestido uma gravata até ao dia da dissertação.
Tenho dedicado largos minutos à reflexão sobre este assunto, apesar da sua aparente irrelevância, porque nos interstícios da sua superficialidade podem esconder-se graves complexos ou preconceitos sociais.

Concluí que nunca vesti uma gravata porque nem sei se é possível aplicar-lhe o verbo “vestir”. Uma questão que nos remete para os fundamentos da gravata.

O que fez os hominídeos sentirem necessidade de uma gravata?

Há várias respostas possíveis, mas apenas uma não nos reencaminha para as controversas questões existenciais.

A gravata pode ser definida como um atacador de colarinho, à semelhança do famoso laçarote, que permite estancar os aromas que efluem das axilas que tanto inibem a socialização.
Talvez por isto sejam tão importantes em eventos sociais...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Discriminação ou prudência?

Por um lado sinto-me discriminado por não me deixarem ser presidente dos EUA, só por ter nascido em Portugal. Mas simultaneamente também sinto que me estão a tramar...

domingo, novembro 19, 2006

quantificações

Desde há uns tempos para cá que os nossos mamiferos são caracterizados de forma quantitativa, tendo por base o seu valor no mercado... a Luna, passou a ser "os 500 eurinhos da dona" , o Tobias "Os meus cem eurinhos" e a Kelvin, a esperança desta casa, "os nossos setecentos e vinte e cinco eurinhos"... pelo andar da ciência em Portugal, nunca se sabe quando vamos precisar deles..

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vida de doutor

Alguns terráqueos inquirem-me sobre esta nova vida de doutor.
Confesso que sinto que as coisas estão a mudar.

Por exemplo: no outro dia enquanto fazia o meu trajecto velocipédico quotidiano (da estação para casa), debaixo de um intenso aguaceiro, reparei que houve um ou dois automobilistas que se desviaram intencionalmente das poças para evitar atirar-me com mais lama.
Portanto, as pessoas começam a aperceber-se; pessoas e a generalidade dos mamíferos.
Ontem, durante o meu trajecto, fui perseguido apenas por um canídeo mais distraído, mas que ainda assim, desistiu da perseguição logo após uns 3 ou 4 metros.
Certamente também ele se apercebeu que o meu estatuto mudou e arrependeu-se atempadamente da injustiça social que estava a cometer.

quinta-feira, novembro 16, 2006

depois do dia fatídico


(não vá ser surprendido durante a noite...)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Especificações

Típica do fim da idade média 1500-1600, excede apenas em 1cm o décimo de um milionésimo do quadrante de um meridiano terrestre.
Abreviando tem 1,01m.
É constituída por aço inoxidável e segura-se com as duas mãos.
Já reparei que quando toca em objectos duros vibra com uma frequência de 320 Hz (mais ou menos Ré#).

terça-feira, novembro 14, 2006

Happy ending

segunda-feira, novembro 13, 2006

Vou assistir a mais uma dissertação, desta vez é a minha.

Para aqueles que lá vão estar vou apenas relembrar-vos de uma regra básica para que possam acompanhar o desenrolar da acção com mais entusiasmo.
Nestas provas o aluno é um elemento indispensavel, mas passivo, mais ou menos como a baliza no futebol. É nele que todos os jurados vão querer marcar pontos. Estejam atentos!

Para aqueles que querem ter uma noção do que se vai passar, vejam o post "Uma dissertação alucinante".

Até breve...

domingo, novembro 12, 2006

Prefácio

Para aqueles que apreciam os desportos académicos e não perdem uma dissertação, aqui fica o prefácio:

A consciência de existir é um dom que assiste aos que acordam neste planeta, o fardo dos deuses segundo Blaise Pascal ou um produto do pensamento segundo William Shakespeare.

Revejo-me nas palavras dos meus patriarcas, particularmente nas daquele a quem mais devo este trabalho:

Sir William Thompson (Lord Kelvin):
“Overpoweringly strong proofs of intelligent and benevolent design lie all around us and if ever perplexities, whether metaphysical or scientific, turn us away from them for a time, they come back upon us with irresistible force, showing to us our nature, the influence of free will, and teaching us that all living beings depend on one ever-acting Creator and Ruler”.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Mal agradecido

Acho que tive um comportamento social pouco aceitável e até estou arrependido.
No outro dia quando uma colega insinuou que em vez da espada me iam ofertar uma maquineta de fazer pão, eu não reagi bem. Cego pela decepção, disse que se isso acontecesse lhe daria com o electrodoméstico na cabeça até que este se transforma-se numa espada.

Cara amiguinha conterráquea, se me estás a ler, aceita as minhas desculpas. Quando caí em mim é que me apercebi da barbaridade das minhas declarações. Até porque não têm um pingo de lógica.
De facto, de nada me valeria a barbárie, por mais afiados que fossem os cacos que restassem da maquineta jamais se comparariam a uma espada…

segunda-feira, novembro 06, 2006

Está quase

De hoje a 8 dias vou ganhar uma espada (o presente que os meus colegas se propuseram a oferecer-me quando terminasse o doutoramento). Aqueles que quiserem assistir à sua entrega guardem a tarde de segunda-feira dia 13 de Novembro. A entrega da espada vai ocorrer no IST, logo após a defesa da tese.

PS: Descansem que não pretendo dar uso ao instrumento nesse dia.

domingo, novembro 05, 2006

Escreve por mim 2

Continuamos firmes no propósito de destronar a SIC e a TVI do topo das audiências.
Sugerimos ao Tobias que também ele escrevesse algo pelos furões desfavorecidos. Não quero duvidar das intenções dele mas à primeira vista diria que isto se parece demais com um pedido de socorro desesperado.

sdddddddzººº.,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,_J MI












Se ao menos compreendesse furanês…

quinta-feira, novembro 02, 2006

Desinstitucionalização

Confesso que não estava preparado para assistir ao choro de uma funcionária da EMEL.

terça-feira, outubro 31, 2006

Em negação

Entre as coisas insignificantes está um vídeo dos Lordi.
O teledisco desta malta confunde-me!
É que soa-me a uma versão mais mansinha do Bon Jovi, algo tipo "Living on a Prayer" ou "You Give Love a Bad Name", mas vestem-se pior que os Blasted!

O videoclipe produz-me a seguinte imagem mental:

“Ganhamos a Eurovisão, pulamos com o beat dos eighties mas olhem que somos uns demónios daqueles bem bem mauzinhos!“

segunda-feira, outubro 30, 2006

Só por ter a pele vermelha

Um atleta pode planear com calculismo militar uma manobra que vise terminar a carreira de um colega adversário.
Um atleta pode executar essa manobra com o sangue frio de um militante da Gestapo.
São hipóteses lógicas e viáveis!

Pelo menos, na cabeça de alguns dirigentes desportivos não me admiro que o sejam.

domingo, outubro 29, 2006

Escreve por mim

As fracas audiências inspiraram os mamíferos deste blogue a contraprogramar a SIC e TVI.
A Kelvin ofereceu-se para escrever umas palavras pelos gatinhos desfavorecidos; aqueles gatinhos de olhinhos ramelosos, pêlo áspero, miado rouco, odor fedorento, etc. No “etc” a Kelvin inclui todos os outros adjectivos que são antagónicos aos que costumam ser-lhe dirigidos.












“ nb yhyhds cf muj8dcd”

O gatês não é a minha especialidade mas acho que se trata de uma velha adivinha de gatos.
Qualquer coisa como:
“ São quase carecas e não têm garras mas acham que governam o mundo, quem são eles?”

sábado, outubro 28, 2006

Constatação Evangélica III

Só compreendemos a doutrina da Graça depois de estarmos convencidos que não somos melhores do que ninguém, nem mesmo, por exemplo, de um complacente soldado alemão destacado em Auschwitz. Se não entendemos isso é porque ainda somos bons demais para o aceitar.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Constatação Evangélica II

Quanto mais se valoriza a ciência e a incompatibilidade científica com a existência de Deus, mais se recorre aos videntes, astrólogos, pais de santo, cartomantes, santinhos e afins.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Constatação Evangélica I

Um verdadeiro homem de Deus não pode ficar deprimido ou triste com a vida, afinal está muito melhor do que certamente merece.

quarta-feira, outubro 25, 2006

A missa libertadora

Onde há pranto e ranger de dentes a malta dos Hillsong United passa por choninhas*.
E eu? que até trauteava as músicas dos ABBA quando era miúdo... e aposto que se o meu benevolente mestre não me revelasse a beleza das missas de finados, ainda hoje vibrava com as baladas dos ROXETTE.
(Sempre tive um fascínio pelo pessoal da Suécia – eu e todos os portugueses de raízes no Algarve...)

Obviamente que depois do Requiem de Mozart passei para o "metal" num instante.
Enfim, a chonice não é mais do que uma patente na cadeia alimentar, e numa casa de metaleiros é o panque que vai ao corredor da morte.

*choninhas são aquelas pessoas (ou cromos) que levam “caldos” de todos quando se joga ao “corredor da morte”. Aliás a consagração dos choninhas é o fundamento do próprio jogo.

terça-feira, outubro 24, 2006

Direito de Antena

Há uma franja de pessoas, comentadores políticos e jornalistas incluídos, que anseiam por qualquer coisa que cause embaraço político ao Primeiro-ministro e ao governo. Sem alternativas credíveis que os sustente, fazem o que podem para garantir a sua sobrevivência, amplificando tudo e mais alguma coisa com a demagogia e o populismo que convém. Afinal, já perceberam que, para saírem da clandestinidade a que ficaram remetidos, não podem usar dos recorrentes chavões de ausência de reformas, falta de coragem política, medidas eleitoralistas e outras coisas parecidas a que estão habituados. Suponho que seja bom sinal. Ou não.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Esclarecimento aos caloiros

Quem não almeja governar o mundo tem pouca vocação para a ciência.

Quem quer aliviar a humanidade dos seus fardos dedique-se antes à representação dramática - nos Morangos com Açúcar por exemplo... ou em séries como aquela da menina ceguinha, que até tem uma irmã gémea que é má como as cobras... e que também tem um cão...
Garanto-vos que nesse propósito hão de sentir-se muito mais realizados.
Além disso, assim, contribuem melhor para o avanço da ciência ou para a consumação dos intentos dissimulados dos cientistas – que é a mesma coisa.

domingo, outubro 22, 2006

onde está o "wally" ?

sábado, outubro 21, 2006

Play it for me

Nestes dias de provação entrego as cordas aos russos.

















Sergei Rachmaninov

É sem dúvida o meu predilecto, até a sua expressão tenebrosa é genial.

quinta-feira, outubro 19, 2006

A desinspiração conduz ao descuido

Estou com corda(s) a menos.
Se um piano com menos duas cordas fica desafinado, substitui-las desafina demais a minha conta bancária. Enfim, vicissitudes que desinspiram qualquer um. O teclado está fechado há tanto tempo que o felino já dorme a sesta em cima dele - uma imagem que até afecta a cosmovisão de uma pessoa!

Para os leitores que têm gatos mas não têm pianos eu sugiro a seguinte reflexão: imaginem como estaria a vossa casa se o vosso gato já dormisse em cima do aspirador.

terça-feira, outubro 17, 2006

Assim de fugida, tenho a dizer que...

Este blogue anda muito fraquinho e, por este andar, corre o risco de perder os dois ou três leitores (se contarmos comigo) que a muito custo conquistou. Lá por nunca termos conseguido atingir as cem visitas diárias não quer dizer que o tornemos num blogue sem visitas. É certo que este tempo de chuva, e este Benfica, nos deprimem, mas não é isso que nos inspira e nos faz querer dizer mal de qualquer coisa? Ainda para mais, nestes dias de Outono em que começamos a ter dúvidas no que vestir, além de ir ao shopping, o que mais se pode fazer senão andar pela net, pelos blogues e estas coisas assim?

quarta-feira, outubro 11, 2006

a primeira noite fora de casa...

Bastou uma janelita mal fechada para a nossa mais nova se escapar pela "calada da noite", rumo à aventura e socialização com outros felinos.. espero que o seu namorado não seja o rafeirozo de rabo cortado ao meio e orelhas pequenitas, uma (quase, porque aquilo não se assemelha a nada) versão felina de pitt-bull.. enfim.. mas ontem lá regressou ao conforto do lar, como se nada fosse..

Valham-nos as maravilhas da ciência e demos-lhe logo o comprimidinho...

Para sorte de alguns, pode ser que ainda o vomite.. :)

segunda-feira, outubro 09, 2006

Volver

Fica a sugestão de um filme que me deu imenso gozo ver. Almodôvar no seu melhor.

domingo, outubro 08, 2006

Vida

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Fernando Pessoa

terça-feira, outubro 03, 2006

A esperança dos benfiquistas

Finalmente, já se sente o dedinho de Jesualdo no futebol do F.C.P. Estava difícil.

domingo, outubro 01, 2006

azares..

O Tobias gosta de dormir em sitios altos... assim que acordou, em cima duma pilha de roupa para lavar, ainda meio dormente mas com a determinação do costume para invadir o alheio, acabou por escorregar e ir parar direitinho dentro do balde da cozinha cheio de água e detergente... ali, mesmo à minha frente! não consegui evitar.. uma gargalhada!!!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Quero falar sobre isto

O meu piano tem duas cordas partidas e as outras desafinaram.
Acho que em breve vou precisar de um terapeuta...

Porque é que eles me fazem isto?
Não lhes bastava atirar as torres ao chão para financiar a guerra no médio-oriente?
Não lhes bastava registarem todas as nossas conversas e extraírem-nos o ADN com melgas artificiais para nos clonarem a todos e retirarem os órgãos internos para serem comercializados nas feiras intergalácticas do Entroncamento?

E agora? Como é que eu vou acelerar o ar até à frequência certa, COM UM PIANO SEM CORDAS?

terça-feira, setembro 26, 2006

O sorriso dos terapeutas

Acredito que todos os terapeutas da psique desenvolvem o seu trabalho com um permanente sorriso interior, acho até que se os observarmos continuamente podemos apanhá-los a sorrir num momento de distracção.

Acho que o sorriso do psicólogo possui aquela pitada de sadismo que é característica dos agentes de autoridade, aquela satisfação interior por arrastar mais um de volta até à realidade.
O sorriso do psiquiatra é o de um “bon vivant” complacente. É aquele sorriso de quem dá uma palmadinha nas costas e diz – isso é normal; entretanto, mete-nos uma caixa de Prosac no bolso como um parente que nos dá 5€ para tomar uma cerveja.

domingo, setembro 24, 2006

Lógica pura

Aplicando sucessivamente o princípio da causalidade, deduz-se a seguinte conclusão:

O psicólogo é o consumidor final da Floribella.

sábado, setembro 23, 2006

Leitura do dia (Tiago 4:1-17)

Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme?
Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.
Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.
Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.
Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza.
Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.
Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?
Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.
No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.
Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.
Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna.
Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Objectividade científica...

Inteligente ou experiente?
Inteligente, experiente ou instruído?
Inteligente, experiente, instruído ou interessado?
Inteligente, experiente, instruído, interessado ou manhoso?

Deviam existir réguas de cálculo para os adjectivos...

quinta-feira, setembro 21, 2006

Herança genética










O regresso aos temas mais metafísicos da biologia acutila o meu espírito inquisitivo. Extrapolando as dissertações de Darwin para o infinito, à boa maneira dos movimentos carismáticos, deduz-se que a humanidade está a perder a inteligência. Desenganem-se aqueles que acham que o cérebro nos vais crescer até sermos como os bichos de Roswell.
No fascinante nicho ecológico do IST, devidamente enquadrado no post “À margem da taxonomia” esta dedução torna-se particularmente evidente. Não é que duvide da competência intelectual dos entes que constituem este ecossistema, a minha dúvida está na competência que têm para transferir os seus genes à geração seguinte.

A malta das artes é que a leva... (ou melhor), é que as levam...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Ser benfiquista

Não poucas vezes, dou comigo a tentar perceber porque sou do Benfica. Na falta de uma razão melhor, suponho que, como não me lembro de ter optado por este ou aquele clube, só pode ser um problema de nascença. Nasci assim. Inteligente, bonito e, para compensar, benfiquista. Há quem nasça com o rabo* virado para a lua e depois há os infelizes dos benfiquistas. É um facto. Por isso, tenho para mim que, não fosse Adão ter comido a maça, todos seriam da Académica e felizes.

Ser do Benfica, tal como o género sexual, não se escolhe. Está predestinado. Quanto muito, revoltados, podemos nos travestir em outra coisa qualquer. E há razões para isso, pois ser do Benfica há muito que não envaidece nem dá genica. Pelo contrário. Bastava que um Aladino qualquer concedesse a um benfiquista um desejo futebolístico para rapidamente optar por um clube mais decente, como o belenenses ou assim.

Ser do Benfica é uma convicção romântica - é ter na alma uma chama imensa que nos consome e sei lá mais o quê - que pouco tem que ver com desporto ou futebol. Por isso perdura. Porque se fosse pelo qualidade do futebol praticado nem seis benfiquistas haveriam, quanto mais seis milhões. Pode-se gostar muito de futebol mas, um benfiquista, gosta muito mais do Benfica. Futebol sem Benfica é como ciclismo. Mas menos interessante. Benfica sem futebol é o dia-a-dia. Jogo-a-jogo.

Este ano está mais que visto que, impossibilitados de escolher os árbitros, nem a taça da amizade ganhamos. A ver pelos últimos jogos, que eu não vi, bem podem os nossos rivais, se é que os há neste nosso Portugal, ficarem preocupados com o Paços de Ferreira e tal. Aliás, só vejo futebol na televisão, tal como hóquei patins ou esgrima, quando o Benfica joga. Mas, como o Benfica não tem jogado nada, tenho me dedicado mais ao ciclismo e isso.

Afinal, o que se poderia esperar de umas papoilas saltitantes, ainda por cima, vestidas com camisolas berrantes?

O efeito da alma II



Sara, Bruna e Shirley

terça-feira, setembro 19, 2006

O efeito da alma

Este fim-de-semana efectuámos a seguinte experiência:
Trouxemos para casa três crias de Homo sapiens para juntar aos outros três mamíferos residentes: Canis lupus, Felis silvestris e Mustela furus.
Escolheram-se os hominídeos de forma representativa: Shirley (6 anos) das ilhas africanas, Sara (7anos) da América do sul e Bruna de (8 anos) da península Ibérica.

As minhas observações de campo levam-me a concluir que possuir uma alma potencia de sobremaneira o poder destrutivo de um mamífero.

segunda-feira, setembro 18, 2006

De regresso à vidinha

Convencido de que tenho de trabalhar para comer e de que as férias já lá vão, afundo-me nos papéis, livros e planificações do próximo ano lectivo. A preguiça insiste em manter-se em níveis altíssimos. A muito custo lá vou perdendo o hábito de não fazer nada e apercebendo-me de que estou de volta à vidinha.

Enquanto isso, fica a sugestão do blogue de um escritor português no Brasil que, por acaso, morou muitos anos no meu prédio. Vale bem a pena passar por lá.

domingo, setembro 17, 2006

Valores mais altos

Há muitas razões para repudiar a xenofobia mas uma é particularmente forte, a gastronomia.
Povos do mundo que gostam de comer bem juntem-se aos portugueses! Não há animosidade ou desconfiança que resista a uma boa almoçarada pluriétnica!

sexta-feira, setembro 15, 2006

O diálogo de surdos-cegos

Confesso que sinto algum embaraço em usar no mesmo parágrafo dois conceitos tão dispares como criação e evolução, sinto que é como comparar ferraris com ceifeiras debulhadoras.
Dizer que Deus criou o mundo e o que nele há, é uma preposição lógica e intemporal. É uma expressão equivalente a dizer que é Deus que nos dá o ar que respiramos, que é Deus que nos livra do mal, que é Deus que nos dá o pão de cada dia, etc.
O que seria grotesco era alguém retorquir a um profeta que não foi Deus que lhe deu o pão mas sim o padeiro!

quinta-feira, setembro 14, 2006

Shakira Pop Star e Morgan FreeCat


Já andavam por aqui há mais de 1 ano, resolvemos pedir a custódia.. tentamos que a Luna (canídeo) os distraia para a Kelvin (felino) não lhes fazer mal!

segunda-feira, setembro 11, 2006

A feira

Observo as sugestões de leitura do meu colega editor e reconheço o seu esforço, meritório, por trazer a feira até este blogue.
Evolucionismo ou criacionismo… já consigo ouvir os carrinhos de choque e o caravanista que vende conjuntos de banho.
Um post cheio de saudosismo, que saudades das propagandas da Guerra Fria…

sábado, setembro 09, 2006

A vida é chata

Após um longo período de cativeiro laboral dou por mim a consumir séries televisivas.
Estou deprimido!
Tenho a sensação de que enquanto os meus dias se extinguem em frente ao televisor, existem pessoas a acumular feitos heróicos de puro altruísmo.
Num intervalo, levanto-me determinado a transformar o mundo, observo os mamíferos escarrapachados nos mosaicos frescos do hall e escuto aquele silêncio que só é possível nas ondas de calor. Mas não desanimo, afinal corre nestas veias o fluido daqueles que estão destinados a reformar a humanidade!
Numa incursão a “Agent Bauer” encontro uma lista de tarefas que a providência me deixou:

Mudar a lâmpada da entrada,
colocar os apliques na parede,
cortar a relva
envernizar os barrotes do telheiro.

Preciso de uma espada, preciso de uma espada afiada URGENTEMENTE!

sexta-feira, setembro 08, 2006

Leituras e Sugestões

//Evolucionismo ou Criacionismo? {Origem das Espécies}

"Deus, Jeová, pessoa terrível de péssimo feitio, decidiu um dilúvio. Encomendou a Noé a conservação das espécies (evolução das espécies? Salvo seja). Noé fez o melhor que podia, a rechear a arca animalesca. Tenho grande admiração por este ambientalista “avant la lettre”, mas, coitado, esqueceu-se de milhares de insectos, de bichos esquisitos que ainda aparecem hoje, como um recente bovino ignoto do Vietname. Também de coisas estranhas de que Jeová não lhe tinha prevenido, como os triliões de trilobites, as bactérias termófilas das caldeiras da minha terra e até o vírus da Sida. Tudo coisas que, evidentemente, Jeová tinha criado, num só dia, uns tempos antes, há cerca de cinco mil anos. É óbvio, portanto, que a narrativa do dilúvio é perfeitamente inaceitável. Se for real, então Jeová teve depois um segundo momento de criação. Qualquer das coisas mostraria erros da Bíblia. Então, porque é que não será também errada a narrativa da criação? (...)" {in A Destreza das dúvidas}

"De facto, a Igreja precisa arranjar uma história que contemple a evolução, completamente impossível de negar - mesmo o mais ignorante dos créus sabe que o vírus da gripe evoluiu, especialmente agora em que todos esperam o que os acasos da evolução fazem ao vírus da gripe das aves - e negue o evolucionismo. A penas de ir perdendo clientes já que, à luz do conhecimento científico actual, os mitos cristãos são cada vez mais implausíveis e é necessário um grande esforço de dissociação para conseguir ser-se cristão e simultaneamente minimamente esclarecido cientificamente. E a Igreja sabe que acima de tudo precisa de arranjar uma forma «airosa» de alimentar os mitos sem alienar os seus clientes cientificamente mais cultos (...)" {in Diário Ateísta}

"quando escrevi “criacionismo” o Word sublinhou a palavra a vermelho. Carreguei de imediato no botão direito do rato para descobrir onde tinha errado na ortografia e então, com espanto, descobri que “criacionismo” e “criacionista” não fazem parte do vocabulário do processador de texto mais difundido do planeta (...)" {in Small Church}

"Vamos aguardar para ver o que decidem acerca do lugar de onde viemos (...)" (?)

//Uma espécie em vias de extinção {Pranto e Ranger de Dentes}

"Hoje estamos todos embaraçosamente mais iguais: pentecostalizados, abrasileirados, desprovidos de uma centelha de personalidade própria. E o problema é a cor parda das meias tintas: tentamos cantar com o fervor da Assembleia de Deus mas assustamo-nos com o êxtase (...)"

"Os nossos irmãos brasileiros estão em dívida para connosco desde que nos trouxeram esse inominável cântico que versa: "rompendo em fé/ com ousadia vou mover no sobrenatural". O melhor dueto que já ouvimos das bocas da iliteracia e da ignorância teológica (...)"

//Que seca {Restos de Palavras}

"Uma das coisas mais supreendentes no contexto evangélico é a facilidade com que se finge. A arte de representar é um dos dons mais evidentes entre os cristãos dentro e fora da Igreja. As pessoas fingem que amam, que perdoam, que esquecem, que são amigos, que oram, que cantam, que ouvem, que estão alegres, que está tudo bem (...)"

quinta-feira, setembro 07, 2006

durante as férias também ...


desencaminhamos algumas figuras ilustres :)

Só se vê o que se quer ver

Num dos muitos, mas sempre únicos, momentos de contemplação de mim próprio, desta vez frente ao espelho, verifico que a acção da melanina produziu em mim, desculpem-me a imodéstia, um apresentável e bonito bronzeado. Espantam-me, por isso, as insinuações a propósito do envelhecimento precoce da pele e os comentários sobre o acentuar das minhas eventuais rugas.

Numa observação menos atenta, e com alguma má vontade, pode-se de facto, passado algum tempo, encontrar na zona dos meus olhos alguns riscos na pele de tom mais claro. Mas daí a confundi-los com rugas vai uma distância como daqui, sei lá, até à Foz do Arelho. O melhor é que nem rugas de expressão são. Aliás, parece-me evidente que, sem muito esforço, facilmente se pode concluir que tais riscos na pele só podem resultar de uma disforme exposição solar, consequente do facto de não usar óculos de sol na praia e, por isso, involuntariamente, enrugar a cara aquando a exposição da minha bela carcaça ao sol. Que fique claro.

No esplendor dos meus vinte e alguns anos, poderei assim, com relativa à vontade, reduzir tais comentários a simples sentimentos primários de inveja - note que, a inveja não é querer o que o outro tem (isso é cobiça), mas sim querer que o outro não tenha. E não me venham com as desculpas da ilusão de óptica e não sei quê, senão vou ter que me armar em carapau de corrida com explicações sobre a reflectância real dos objectos e sobre a instabilidade dos estímulos visuais. Até porque, como estamos fartos de saber, a percepção que temos das coisas é em grande parte auto-produzida. Isto é, o que vemos é sempre, em certa medida, uma ilusão. Mas isso, vão-me desculpar, já são outros quinhentos.

terça-feira, setembro 05, 2006

quero mais...

Às vezes sou atacada pelo pensamento de que os outros que viajam e passam férias em estâncias túristicas é que têm sorte.. mas agora que estou de regresso e olho para as minhas 2 semanitas de ócio, até me sinto priveligiada, abençoada: estive com amigos a acampar 3 dias e o camping até tinha uma piscinazita, visitei Sagres e o porto lindissimo, estive na Zambujeira e visitamos as imponentes praias da região, estivemos com tios, primões, primos e priminhos, com mais amigos desta vez do Algarve e fizemos canoagem quase todos os dias, divertimo-nos imenso com as histórias uns dos outros, a Luna andou sempre connosco, dentro e fora de água.. só tenho pena de não termos tirado uma única fotozinha que fosse.. com o reboliço todo não houve tempo!! mas podem ver aqui que a Flá não se importa..

sexta-feira, agosto 25, 2006

Publicidade Gratuita II

Decidi fazer um arquivo de quase tudo o que tenho escrito por aqui e por aqui. Por isso, se tiverem paciência ou insónias, não deixem de passar pelo meu Balde de Lixo.

quinta-feira, agosto 24, 2006

e por falar em praia...

amanha lá vamos nós com a nossa mais velha, rumo ao reino dos Algarves...

quarta-feira, agosto 23, 2006

Ainda sobre a praia e as suas complexidades

A praia, dizem, é o lugar mais democrático do mundo. Há espaço para ricos, pobres, magros, gordos, crianças, velhos. Para todos. Isto, desde que cada um fique na sua, claro. A verdade é que há muito que a praia deixou de ser um lugar democrático. Os ricos têm as suas próprias praias, assim como os homossexuais, surfistas, velhos e pretos. As praias tornaram-se clubes. Até os guias turísticos, que antes diferenciavam as praias pela paisagem, temperatura da água ou localização, identificam as praias por quem lá vai. E cada um sabe onde ir e qual o clube a que pertence. A sua praia.

Contudo, as coisas não são assim tão simples. De verdade não somos nós que escolhemos a praia para onde queremos ir. Tal qual, surpreenda-se, como não escolhemos o super mercado onde fazemos as nossas compras. Acredite ou não, mas essas escolhas já alguém fez por si. Intencionalmente. Mas, ao mesmo tempo, fazendo-nos acreditar que somos nós que decidimos

Vejamos, então. Porque raio é que você opta por ir à praia da Fonte da Telha em vez de ir à praia da Morena, sabendo que a Fonte da Telha é uma praia feia, suja, com pouco estacionamento, muita gente e pior ambiente? Porque não vamos todos para a praia da Morena, que tem melhor ambiente, é mais organizada, limpa e sem casas clandestinas nas dunas?

Os bares e restaurantes de apoio a cada uma das praias talvez nos ajudem a responder ás questões anteriores. Por exemplo, sabia que um café na Morena custa cerca de 1,5€ enquanto na Fonte da Telha apenas 0,75€? Porque será? A nossa primeira resposta seria porque, possivelmente, na Morena as rendas são mais elevadas. O que até pode ser verdade, mas não a principal razão. De facto, o café continua a custar 1,5€ porque há clientes que estão dispostos a pagá-lo e não por causa do custo da renda. E porque preferem pagar 1,5€ por café? Não julgue que seja só porque podem fazê-lo. Poder fazê-lo não significa que uma pessoa opte por o fazer. A verdade é que as pessoas optam por fazê-lo porque não há concorrência, nas mesmas condições - por isso é que na Morena só existe um único bar-restaurante adjudicado. Mas se as pessoas sabem disso, porque continuam a ir lá? Talvez, antes de responder a esta questão, faça sentido colocar outras. Porque é que o autocarro não passa na Morena? Ou porque é que, na Morena, o preço dos chapéus, toldos e garrafas de água são tão caros? Ou porque é que a Fonte da telha continua naquela desordem com tantas casas ilegais e tanto lixo no chão? Ou porque parece haver melhores estradas para ir para a Fonte da Telha? Ou porque é que a praia da Morena tem um acesso dificil e entope tão facilmente se houver excesso de carros?

Antes de responder a tudo isto, lembre-se que, onde há dinheiro a ganhar, poucas coisas acontecem por coincidência. Note também que, se todas as praias da zona estivessem nas mesmas condições, possivelmente, o café, por exemplo, teria o preço de 1€, um preço médio, o que não seria suficientemente alto para explorar os clientes mais mãos-largas, nem suficientemente baixo para atrair os mais poupadinhos. Desta forma, talvez agora comece a achar as respostas para as questões anteriores. Talvez agora fique mais claro porque é que a praia da Morena tem condições tão diferentes da Morena. Talvez agora perceba o motivo porque é que a tranquilidade e bom ambiente está confinado à praia da Morena. Talvez agora faça sentido porque é que não interessa ter muita e qualquer gente na Morena. Talvez agora descubra porque a câmara consegue sacar uma renda alta ao proprietário do único bar-restaurante da Morena. Talvez agora compreenda porque vai à Fonte da Telha antes de ir à Morena. Talvez agora entenda porque é que todos vão à praia e não se queixam. Talvez agora aceite que, afinal, a praia não é assim tão democrática.

terça-feira, agosto 22, 2006

Ir à praia

O calor leva-nos involuntariamente à praia. O que, bem vistas as coisas, não deixa de ser curioso e paradoxal. Senão, vejamos. A ideia de ir à praia deveria ser a solução para fugir do calor, o nosso estímulo inicial. Contudo, quando vamos à praia, muito rapidamente sonegamos o incómodo do calor, entregando o nosso corpo ao sol tal qual um espeto de picanha se entrega ao assador. Claro que, de quando em vez, lá vamos à água e refrescamos. Mas, por estranho que pareça, ir à água é muito menos do que isso. Muitas vezes, só se vai à água para que não se pense que se vai à praia sem se ir à água. Ou então para suprir alguma necessidade fisiológica. Sim, porque, como toda a gente sabe, quase todos, senão todos, mictam na água. É um facto. A chatice é que todos pensam que por ser no mar, coisa grande e infindável, que não há grande problema. Afinal, tirando o quentinho do momento, e exceptuando os casos de alguns que quando entram na água se põem de cócoras a fingirem estar a ambientar-se à água, a coisa até passa despercebida. Uma gota no oceano, portanto. O pior, é que todos pensam da mesma forma o que faz com que sejam muitas gotas no mesmo oceano e, inevitavelmente, nos nossos lábios.

No fundo, vamos à praia em dias de calor, porque, em primeiro lugar, sabemos que as outras pessoas também irão lá estar. Não passa disso mesmo. Um acto social, onde a matilha se encontra e representa o seu papel de acordo com as suas expectativas e motivações. E, a grosso modo, todas essas expectativas e motivações podem ser enquadradas em dois grupos distintos de pessoas que vão à praia. Os que vão para se mostrar e os que vão para ver. Os primeiros, estão normalmente o ano inteiro no ginásio, e em frente ao espelho, a prepararem-se para o momento, sabendo que, os segundos, estarão lá a olhar para eles a invejá-los e a fazerem promessas para consigo próprios de dietas e exercício físico esforçado.

p.s. O texto anterior, com mais tempo, podia estar mais bem escrito, mas a verdade é que tenho que ir à praia, porque está um calor que não se pode.

Publicidade Gratuita

Fica a sugestão para visitarem um blogue bem familiar que, em tempo de férias, ganhou um novo ímpeto. Passem por lá.

segunda-feira, agosto 21, 2006

O Amor é uma coisa a vida é outra

No meio da confusão que permanecem as minhas 2 assoalhadas - e enquanto continuo a procurar um livro para levar para a praia, que seja suficientemente grosso para causar boa impressão e, a espaços, servir de almofada - dei de caras, e com os pés, com uma das crónicas do MEC que mais gosto e que não resisto em colocar aqui, em jeito de compensação pelo meu excesso de preguiça em escrever algo original.

*

Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Por que se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e ao mínimo amuo entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornam-se sócios. Reunem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psicosócio-bio-ecológica da camaradagem. A paixão que devia ser desmedida é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade ficam "praticamente" apaixonadas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim da tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O amor é uma coisa a vida é outra. A vida que se lixe. A vida dura uma vida inteira, o amor não.

* Texto adaptado, rasurado e emendado a partir de uma crónica de Miguel Esteves Cardoso

Estou de Volta

Após um bem merecido período de férias nada melhor de que recomeçar por aqui. A um ritmo lento, como convém. Até porque, está um sol do camandro. Fica no entanto a boa notícia de que isto vai deixar de estar entregue aos bichos. E ao Miguel e à Shana, claro.

Até já ou, dependendo do sol, até daqui a pouco.

quinta-feira, agosto 17, 2006

caça



Fui ao Outlet mais próximo de minha casa, fazer valer os meus direitos de consumidora compulsiva que me furtaram por ocasião do meu aniversário.

Entro na Zara Reduced com olhos de falcão e saio de lá com:
. 1 top verde da moda com brilhantes e tudo, por 2.99
. 2 bandas made in Índia para a cabeça, por 0.30
. uns boxers (Zara Kids) para vocês sabem quem, por 0.95
. uns calções para a praia que desfazem esta harmonia, por 4.99

bem.. o top tem 1 furinho e os boxers não servem a ninguém cá em casa… não me deixam ir lá outra vez, é sempre um risco cada vez que saio com um cartãozinho na mão, dizem-me...

Com casório já no sábado (a razão do alto risco assumido), a pressão intensifica-se para encontrar umas calças à altura: calças em seda na Stefanel: 11.90

Mais tarde, no meio de tanta redução acabo por cometer uma loucura: t-shirt vintage LA Factory, grau de defeito dizem eles 3, mas eu não encontro nada: 7.50

Começo a ouvir na loja apenas o som das caixas registadoras, a ver muita esfregona a passar e decido ir procurar o carro.

Chego a casa, crio ambiente, mostro a caça e recebo um beijinho de alguém muito orgulhoso de mim, no geral..

A espécie dominante II

A minha casa e outras 30 pertencem a um gatinho pardo de rabo cortado.
Será que todos os mamíferos com uma disfunção física têm a mesma tendência para o sucesso ditatorial?

quarta-feira, agosto 16, 2006

A espécie dominante

É com complacência que assisto à divisão das minhas terras pelos gatinhos. Acho que também eles acham que governam o mundo.

terça-feira, agosto 08, 2006

A vida é simples

Acho que a vida é um dom inexplicável. Não consigo compreender por que razão não se extingue o nosso fôlego quando nos entregamos à radiação solar e à brisa marinha dias a fio até nos babarmos de inactividade cerebral.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Floribella Espanca tudo e todos

Será que ainda ninguém reparou que a criatura no mínimo precisa de um bom corte de cabelo ?

segunda-feira, julho 24, 2006

Se estiverem pelos Algarves, apareçam!

sábado, julho 22, 2006

Um presente do meu daddy



... para a enorme parede vazia da sala.

sexta-feira, julho 21, 2006

sinais

O pêlo da Luna está a voltar ao normal (chocolate e não "russo"), o primeiro sinal de esperança para 5 mamíferos enclausurados à volta de um Tratado, uma Tese ou qualquer coisa que finalmente parece estar a cumprir os seus propósitos.

segunda-feira, julho 17, 2006

"Take care of yourself" / "how to ruin your garden"

Nestes dias de trabalho reflectimos um pouco sobre o tema "Take care of yourself" com boas dicas, bons avisos do Boss. Aqui ficam algumas:

"No meu envolvimento com o trabalho, preciso lembrar que as pessoas são mais importantes que funções, metas, objectivos"

"Há uma energia que é sempre requerida (output), mas passa por mim a entrada, a renovação (input)"

"Precisamos assegurar que a "piscina " não fica vazia"

"Muitas vezes o esvaziar é subtíl"

"Na natureza observamos equilibrio: inverno-verão; noite-dia; contracção-expansão"

"Muitas pessoas não aprendem sobre a necessidade de receber e vivem em permanente expansão; burnout"

"Respeitar os 3 descansos:
dormir à noite;
parar 1 dia/semana;
agendar retiros, de silêncio, de contemplação, em que criamos momentos para celebrar o descanso""

"O meu trabalho não é um fim em si mesmo, mas um instrumento, uma oportunidade. Não é para minha realizaçao pessoal ou para destacar minhas habilidades, mas parte de algo maior na minha vida"

"Outlook, MSN, telemóvel, etc, são para me servir e não para comandar a minha vida"

"gastos excessivos: acordamos atrasados todos os dias, ansiedade, actividade fisica durante o sono"

"A pressa não é do Diabo, é o Diabo!!!"

efeitos colaterais a longo prazo

Começam a surgir-me algumas dúvidas:
As praias existem ? Os 4 dias que passei no Alentejo (EM TRABALHO) não passaram de um sonho? Será que, apesar de acordada, não vou ter sempre o mesmo pesadelo recorrente com 4 letras : TESE ? Haverá vida para além de ... TESE ?????

domingo, julho 16, 2006

Hidden Place

Through the warmthest
Cord of care
Your love was sent to me
I'm not sure
What to do with it
Or where to put it
I'm so close to tear
And so close to
Simply calling you up
And simply suggesting

We go to the hidden place
That we go to the hidden place
We go to the hidden place
We go to a hidden place

Now I have
Been slightly shy
And I can smell a pinch of hope
To almost have allowed once fingers
To stroke
The fingers I was given to touch with
But careful, careful
There lies my passion, hidden
There lies my love
I'll hide it under a blanket
Lull it to sleep

I'll keep it in a hidden place
I'll keep it in a hidden place
Keep it in a hidden place
Keep it in a hidden place
He's
The beautifullest
Fragilest
Still strong
Dark and divine
And the littleness of his movements
Hides himself
He invents a charm
That makes him invisible
Hides in the air
Can I hide there too?
Hide in the air of him
Seek solace
Sanctuary

In that hidden place
In a hidden place
In a hidden place
We'll stay in a hidden place
Ooohh in a hidden place
We'll live in a hidden place
We'll be in a hidden place
In a hidden place

Bjork, 2001. Vespertine.

sexta-feira, julho 14, 2006

Física vs Química

No canto esquerdo do ringue temos a nossa campeã internacional KELVIN! Uma autêntica máquina de caça com 4kg, capaz de aviar qualquer mamífero com o dobro do seu peso.
Derrotou por KO dezenas de traças e aranhas, que foram de seguida comidas por este fenómeno que a natureza nos concedeu! Um autêntico expoente de capacidade física!

No canto direito do ringue temos um pequeno insecto de 0,0001kg com a particularidade de ter um belo fato de luta amarelo e preto, de fazer inveja aos mais mediáticos atletas de luta livre.

O assalto começa, Kelvin agacha-se à altura da relva, salta em cima do insecto num gesto técnico difícil de igualar… e termina o confronto! Kelvin desiste num miado rouco. Uma pata inchada foi o suficiente para um KO ao primeiro assalto.


É assim... quem percebe muito de Física tem tendência para se confundir com a Química.

Para os leitores mais pequeninos, inexperientes nas artes de combate, fica aqui a advertência: cuidado com os insectos vestidos à lutador de wrestling.

terça-feira, julho 11, 2006

Muito tempo depois

Há muito tempo atrás comecei a escrever um tratado para a humanidade, depois achei que era melhor escrever apenas uma tese científica, mais tarde comecei a escrever o que valesse a pena… hoje, depois de quatro dias de trabalho ininterrupto, vejo-me prestes a concluir algo que não sei bem o que é, mas que vai cumprir os propósitos a que se enquadra.

Acho que vivi toda uma vida laboral em aproximadamente um ano, desde o entusiasmo do primeiro emprego até ao vazio da reforma.

quinta-feira, julho 06, 2006

Era dificil...

A Joana Brites foi descrita pelos historiadores da época como sendo uma mulher alta, forte e robusta com seis dedos em cada mão, que antes de ser padeira, ganhava a vida a combater com os homens nas feiras; uma dominadora.
Ainda assim, um maluco propôs-lhe casamento. E como se não lhe bastasse a audácia de querer desposar uma mulher destas, ainda teve o mau senso de apostar a sua vida pela mão de Joana Brites num confronto directo e armado com ela. Claro está que morreu.

Era portanto difícil que os genes deste colosso Algarvio fossem transferidos por linhagem directa para o resto dos portugueses.

Ainda assim diz-se que encontrou o amor aos 40 anos e teve uma filha que, segundo se consta, terá derrotado 1000 mouros.
Perdura a esperança.

terça-feira, julho 04, 2006

Meio hectare de terreno não os há-de livrar

Quanto a mim há um tipo de abordagem que transforma um simples comentador fala-barato num autêntico Mourinho.
Todos os génios desportivos ou militares sabem que em embates como o de amanhã são os pormenores que fazem toda a diferença. Os símbolos nacionais são nestes dias o pormenor mais importante, especialmente os símbolos femininos.

Os franceses têm a mítica Joana d’Arc, essa maluca que foi recentemente interpretada pela Milla Jovovich. De facto, queimar a Milla Jovovich não abona muito a favor dos franceses, só mostra que é malta que não dá valor ao que tem.
Os portugueses têm Joana Brites de Almeida uma padeira brutal com seis dedos em cada mão, nascida e criada em Faro, que exercia a profissão de padeira em Aljubarrota. Diz-se que emboscou e matou meia dúzia de castelhanos com um pau!

Os franceses não se deixam impressionar pela beleza, mas os genes da Brites vivem em cada português, e não seria a beleza que ela teria para lhes dar...

domingo, julho 02, 2006

Serei só eu?

Todas as nações estão associadas a personalidades que constituem símbolos de identidade nacional. Há um tipo de personalidades que me são recorrentes e tenho dificuldade em desassociar as nações respectivas dessas figuras.
Por exemplo:
Alemanha – Adolfo Hitler
França – Napoleão
Itália – Mussolini
EUA – (como neste caso a pessoa ainda está viva, vou evitar fazer associações que seriam confundidas com crítica fácil.)

Admito que possa ter alguma predisposição cognitiva para me lembrar de pessoas que se esforçaram para governar o mundo.

sexta-feira, junho 30, 2006

Grão a grão...

Se eu hoje fosse ao IST uma colega perguntar-me-ia "Quantas páginas?"...

E é assim, caros leitores! Tudo é quantificável.
A morte e a vida resumem-se num simples número redondo.

"O teu amigo morreu aahh, que idade é que tinha?"
"O teu miúdo nasceu? Quanto é que pesava?"

E há pessoas que ainda perguntam: "Mas que raio de interesse tem o peso de um puto quando nasce? E que consolo há na idade com que alguém morre?"
Meus caros, temos que o aceitar, a quantificação é a calçadeira da produtividade.


...eu responder-lhe-ia 160.

quarta-feira, junho 28, 2006

The last but not the least

Porque toda a boa série tem que ter uma personagem dissimulada, furtiva e misteriosa, fiquem com: Don Tobias Metralha

Ao contrário de alguns super-herois que escondem as suas identidades verdadeiras (e tristes) atrás de uma mascarilha, Don Tobias possui uma mascarilha embutida, que constitui a sua própria identidade!

terça-feira, junho 27, 2006

A minha vida dava uma série de TV sofrível

Estou convencido que a vida das criaturas que moram na minha casa dava uma série de TV sofrível. Não é que as criaturas não sejam suficientemente esquisitas, ágeis, malvadas, esbeltas ou vingativas, nós temos é tido poucas visitas… ossos do oficio…
Ainda assim, na sequência do post “Born to be wild” vou apresentar-vos parte do elenco que constitui a minha tripulação:
A primeira imediata dispensa apresentações pois contribui para este blogue.
Por hoje fiquem com a Lieutenant Luna e a Princess Kelvin.

Não se deixem levar pelo glamour da nossa tenente pois ela oculta uma potente arma química capaz de gasear até à morte qualquer forma de vida.










Cuidado com esta terna criatura! A beleza do seu pelinho azulado esconde a tenacidade de umas patinhas de velcro que surgem em qualquer esquina, a rasgar a pele dos transeuntes incautos.





É uma tripulação muito bem treinada. O resto apresento-vos amanhã.
Não percam os próximos episódios porque não hão-de ser as más audiências que nos hão-de impedir de DOMINAR O MUNDO!
AAHH AHHHHH HAHAHA AHHAHAHAHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

domingo, junho 25, 2006

O meu candeeiro predilecto...


Aprecio bastante o equipamento da Selecção holandesa, bem giro, laranjinha e tal, todo fashion...
Desgostosa fico com o facto de não poder vestir uma peçazinha que seja que faça alusão à nossa Selecção, que isto dos patriotismos, sim senhor, mas alto lá com as foleirices..
ainda se o nosso verde fosse assim um "anis" ... era bem capaz de usar uma peçazita ou outra..
mas não... tinha que me calhar um verde garrafa... e como se não bastasse, os adeptos rosadinhos com garrafões pintados nas cabeças, sem qualquer sentido estético da coisa, não vêm ajudar muito à vontade..
Assim, para contrabalançar o orgulho nada a calhar, na peça que acabei de criar (um abatjour com tendências Vicking ), decidi coloca-lo em cima duma peça nacional... o resultado está aí em cima...

sexta-feira, junho 23, 2006

Treinador de sofá

Ainda não percebi o que é que o Luisão foi fazer ao Mundial, numa selecção com jogadores como Ronaldinho, Robinho, Cicinho, Juninho e Ricardinho; o central do glorioso está completamente fora do seu escalão.
Será que não há um Cabra Macho com nome de homem que vingue no escrete!
Um Leopoldo, um Florival, Jair, ou um Astromar…!

quarta-feira, junho 21, 2006

Uma dissertação alucinante

Uma querida colega doutorou-se ontem em engenharia química. Tendo assistido a uma prova destas pela primeira vez, vou tentar relatar os momentos apaixonantes que vivi.
Os dois arguentes principais do júri tinham um currículo invejável e antevia-se uma prova disputadíssima.
O professor Vidigal iniciou as deliberações logo após a apresentação da estudante (a minha colega). Cinco páginas de gafes imprimidas eram o prenúncio de que estávamos diante de um jurado do mais alto gabarito. Inicia a sua prestação referindo-se ao português da estudante. Numa entoação monocórdica mas com graves retumbantes, mostra página a página os tempos verbais e os adjectivos que foram mal escolhidos. Profere cada um lentamente, num tom frugal que ecoa pela sala com a cadência de uma peça de artilharia do século XIX. LINDO! E quando o presidente do júri começava a olhar para o relógio, com um suave golpe de cotovelo derrubou os apontamentos do jurado adjacente. Uma intervenção cirúrgica que lhe permitiu prolongar a sua deliberação 10 minutos além dos 45 que tinha direito. Uma prestação quase irrepreensível que evidenciou muitas horas de preparação.
O professor Rocha, mediante esta deliberação tão dificil de superar, começou logo ao ataque. Levantou-se e alterou a disposição da sala, indo buscar uma mesa para se apoiar. Uma abertura clássica mas sempre eficiente para dispersar a memória da audiência. Para concluir esta jogada começa a discursar sobre assuntos ciêntificos irrelevantes, de que mais ninguém tinha conhecimento. Uma jogada de génio que visava desvirtuar a liturgia típica da prova de doutoramento. Se o professor Rocha fizesse a assistência crer que estava a assistir a uma simples palestra, a deliberação fantástica do professor Vidigal perderia todo o sentido. Com a disputa ao rubro chega o momento alto da tarde; ao comentar as referências da estudante fala sobre um artigo que esta incluiu na bibliografia, cita de cor que este se encontrava na página 79 do volume 1 de 1950 (antes de ele ter nascido!) da revista cientifica (JACS) mas que na página 61 da mesma revista estava outro ainda mais relevante! Pouco faltou para me levantar num aplauso reflexivo! Estes pormenores técnicos deliciam qualquer espectador de provas de dissertação! Pena foi que o professor Rocha não tenha conseguido manter o nível… é de luas… na segunda parte da deliberação trouxe para discussão trivialidades fracas, já muito batidas, desconcentrou-se e eclipsou-se um bocado. Um fim inglório para uma prestação que prometia tanto…
Mal posso esperar pela próxima tese no mês que vem. O professor Rocha vai ter mais uma oportunidade, pode ser que desta vez consiga superar o seu adversário.

PS: Obviamente que a colega passou com distinção. Nestas provas o aluno é um elemento importante mas passivo, comparável à baliza num jogo de futebol.

segunda-feira, junho 19, 2006

Futebol, Futebol e Futebol*

Se há coisa que os portugueses têm a certeza é que, depois dos Descobrimentos, pouco mais podem fazer de grandioso. O problema é que, de quando em vez, nos esquecemos disso. E, por momentos, deixamos de parte a nossa condição miserabilista e armamo-nos em carapaus de corrida, convencidos que é desta que somos capazes de ser melhores que os outros.

Sem hipóteses no festival da canção, as nossas esperanças estão nestes dias centradas na selecção de futebol, o novo desígnio nacional. O parolismo patriótico instalou-se, e vive-se a histeria do mundial. Mesmo aqueles que não gostam ou não percebem nada de futebol renderam-se ao apelo da bandeirinha na janela. O mundial passou a ser pretexto para tudo e transformou-se numa novela insuportável. Todos falam, falam, falam, falam, falam, e não dizem nada. O futebol caiu na unanimidade e corre o risco de se perder nas revistas cor-de-rosa e nos programas da manha do Goucha. Por isso que, a bem do futebol e dos que gostam dele na sua essência, começa a ser desejável que Portugal seja rapidamente eliminado do mundial. Se é que ainda vamos a tempo…

* Versão actual e simplificada de “Deus, Pátria e Família”

Born to be wild

Tenho um 2º veículo de transporte terrestre. Comprei-o pela net a um mercante de Chaves.
Tem uns aninhos a mais do que eu.
Taciturno, também ele espera que eu termine a obra que me foi encomendada. Em tempo oportuno, reunirei a minha tripulação e zarparemos pela atmosfera libertando as civilizações enfadas por ditaduras moribundas!

Por falar nisso,

foi estreado numa grande província do mundo português que ainda vigorava em 1971: Angola

sábado, junho 17, 2006

Não háaaaaa...

Este tem sido o choro constante e incessante da kelvin desde ontem... achei melhor resolver o problema com a administração oral de uns compostozitos hormonais... parece que se acalmou. Desenganem-se os que andam à espera de um romance escaldante com um Chartreux de boas familias para assim se apoderarem do fruto do seu ventre! Vão à loja de animais do Rio Sul buscar um dos bébés que lá estão, que esta não tem idade para essas concupiscências...

sexta-feira, junho 16, 2006

No amor e na guerra…

O meu felino está com o cio, coloca-se na posição militar, que segundo os antigos, terá custado a derrota à Alemanha na 2ª grande guerra.

quinta-feira, junho 15, 2006

Danos Colaterais

Ouso descrever o comportamento que desde segunda-feira apresentam os mamíferos 4 patas cá de casa e algumas aves que partilham o jardim connosco.

A Luna (cadela), com mais frequência do que é habitual, deixa cair o corpo pesado no chão emitindo um rugido demasiado prolongado. Quando algum de nós calça um sapato renova-se de esperança esticando as orelhas e abrindo bem os olhos, como quem diz :"É hoje que isto acaba?". Rapidamente percebe que foi um falso alarme e volta para os seus aposentos, deixando cair novamente o corpo, acompanhado do rugido, agora um pouco mais longo..

A Kelvin, gata com apenas 10 (longos) meses, chegada em má altura, talvez nunca venha a saber o que é tranquilidade, começa a correr de repente pela casa, sem razão aparente, faz derrapagens e trepa as paredes, NÃO para caçar mosquitos ou para perseguir a sombra…

O Tobias, furão já de si pouco dado a concessões, anda a armazenar (que é como quem diz, roubar do saco da Luna) comida com mais determinação do que o habitual...

Até os ouriços desapareceram das redondezas da casa e o casalinho de melros já deve estar a debicar noutro jardim...

Valham-nos as andorinhas com crias ja granditas. Essas sim, não desistiram, a avaliar pelo estado em que se encontra o chão...

terça-feira, junho 13, 2006

Desânimo

As pessoas que têm a incumbência de dar a sua contribuição social através da escrita de teses científicas intituladas: “Produção de micropartículas para libertação controlada de fármacos usando fluidos supercriticos” deviam ser mais acarinhadas pela sociedade.
Aliás, acho que qualquer pessoa que seja obrigada a escrever qualquer coisa cujo título exceda as três palavras, já devia ter direito à ADSE. Quanto mais, se o título for uma frase de 10 palavras em que parte delas não existem em dicionários e cuja ordem é irrelevante para a compreensão do sentido!
Exemplo: “Libertação de micropartículas para produção controlada de fármacos supercríticos de fluidos”

Acho que nestes casos devíamos ter direito a um lugarzinho de estacionamento especial junto aos acessos dos centros comerciais…
...direito a uma assinatura da SPORTV gratuita, a lugar cativo nos cinemas e no estádio da luz. Devíamos receber um subsídio de férias, um 13º mês, um casaco longo e uma espada afiada, como acontece com a maioria das pessoas respeitáveis nas civilizações mais evoluídas.

segunda-feira, junho 12, 2006

3 Basquiazinhas



Este desenho feito ontem por 3 meninas de 4, e 7 anos merece ficar na mesma parede do meu Basquiat, não acham?!! A mais pequenina foi a mais genial...

sábado, junho 10, 2006

Coisas da Escola

Há muito que queria escrever sobre educação e, especialmente, sobre as polémicas recentes que opõem grande parte dos professores às medidas anunciadas pelo ministério da educação. O assunto é sério e merece uma reflexão honesta, sem a ligeireza e retórica de ocasião que alguns insistem em ter.

Todos sabemos que a escola não vai bem. Os alunos abandonam a escola muito cedo, com níveis muito baixos de escolaridade, não conseguindo adquirir competências mínimas, indispensáveis para um mundo de trabalho globalizado e cada vez mais exigente. A falta de qualificação, quer dos jovens, quer dos adultos, torna a nossa economia menos competitiva e, desta forma, irremediavelmente afastada dos índices de desenvolvimento que ambicionamos. Por outro lado, na última década, Portugal tem feito um enorme investimento público em educação. À conta disso, Portugal é o país da OCDE que maior percentagem da despesa corrente gasta em salários de professores, e onde os rácios de aluno por professor são os mais favoráveis da União Europeia. Por isso, seria de esperar que a escola apresentasse melhores resultados. Se isso não acontece é porque o problema é muito mais do que uma questão de meios. Há muito que o problema deixou de ser o dinheiro. Essa desculpa, usada por sucessivos governos para fugirem à responsabilidade de fazer o que deveria ser feito, já não serve. Pelo contrário, num país onde o estado gasta mais do que tem, seria injusto, numa altura em que o estado tem obrigatoriamente de cortar na despesa pública, que na área de educação se deixasse tudo como está, isto é, que se continuasse a por dinheiro na escola sem dela se exigir resultados e uma melhor gestão, racionalização e optimização de meios e recursos.

Serve tudo o que acima foi dito para enquadrar a proposta do ministério de revisão do Estatuto de Carreira Docente. Porque, como é óbvio, os professores não se podem colocar à parte destes problemas, muito menos fazendo-se de vítimas.

Para além da espuma que tem ressaltado da comunicação social, nomeadamente na questão da avaliação dos professores pelos pais e noutras questões técnicas passíveis de alteração mediante negociação com os sindicatos, interessa-me discutir a questão do princípio de avaliação dos professores. Devem ou não os professores ser avaliados? Devem ou não ser distinguidos os bons dos maus professores? Deve ou não haver consequências de uma avaliação?

Não querendo gastar muitas mais linhas a retratar a situação actual, parece-me evidente que o actual Estatuto de Carreira Docente não serve. Em primeiro lugar porque é injusto para os professores, tornando os bons e os maus todos iguais, ao premiar todos. Em segundo lugar porque não assenta em nenhuma lógica de resultados e de objectivos, não estimula os que mais se empenham, torna o sistema ineficiente. Em terceiro porque é economicamente incompreensível, permitindo que, indiscriminadamente, todos cheguem, de uma forma automática, ao topo da carreira.

Para existir qualidade no ensino tem de haver uma boa avaliação dos seus intervenientes. É assim com os alunos. Deve ser assim com os professores. A qualidade tem de ser premiada e tem de haver uma clara discriminação entre os bons e os maus professores. Actualmente, a profissão de professor proporciona inúmeras situações de não ser exercida. Depois de entrar na carreira é um descanso. Para alguns, a segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática, são as únicas coisas que os prendem à profissão. Muitos caem na rotina, no comodismo e no facilitismo que a carreira oferece. Até os bons professores se desmotivam e acabam por entrar nesta cultura descentrada do seu objectivo principal: o sucesso dos alunos. Por isso que, para bem dos alunos e dos bons professores, é urgente mudar. A escola precisa de voltar a ser credível e isso só é compatível com uma cultura de qualidade e exigência para todos, inclusive para os professores. Porque a escola pública existe por causa dos alunos, é neles que devemos centrar as nossas atenções, ainda que isso possa resultar na perda de direitos de alguns maus professores. Por muito que custe.

quinta-feira, junho 08, 2006

Trouxeram-me oferendas

Os meus amiguinhos magos ofereceram-me belos presentes que se completam de forma providencial.
Ganhei umas roupas bem estilosas que apelam ao meu lado materialista. Entre elas figuram uns sapatos desportivos que alguns invejosos teimam em duvidar que sejam unisexo.
O meu ser emocional ficou melhor equipado com uma camisola da selecção para os tempos de sofrimento que se avizinham.
O meu lado espiritual também não foi descurado, ganhei uma autobiografia de C. Darwin que depois de ter lido a contracapa achei que merecia ascender à minha prateleira dedicada às religiões.
Veio em boa altura pois já estava farto de ler “O conhecimento que nos aproxima de Deus “ de Swami Prabhupada; fiquei-me pelo mantra cinco…

Agora que penso nisto, acho que falta nessa prateleira qualquer coisa do Paulo Coelho e uma fotobiografia do Benfica.

Ganhei também o L. Silva original!

terça-feira, junho 06, 2006

Abriu a época de incêndios

Em jeito de aquecimento para o que nos espera nos próximos tempos, assistimos esta semana aos primeiros incêndios mediatizados. Depois da época balnear, da época de exames, da época da caça, passámos a ter, também, a época dos incêndios. Todos os anos a mesma coisa. Primeiro vem a seca. Depois as ondas de calor- este ano, vá lá, até tivemos direito a uns mosquitozinhos e tudo. E, finalmente, os incêndios. Inevitável, como o destino*.

Embarcando na moda das teorias da conspiração, tenho para mim que tudo isto é potenciado e orquestrado pelos media, em especial pelas televisões, ávidos de imagens dantescas com chamas alaranjadas a lamber o máximo de árvores e casas possíveis. Não tenho qualquer dúvida que tudo é preparado, com muitos meses de antecedência, ao ínfimo pormenor, como se de uma campanha publicitária se tratasse. Aliás, as televisões preparam-se melhor, com equipamentos sofisticados, montes de jornalistas corajosos, uns quantos helicópteros e não sei mais o quê, do que os próprios bombeiros. E depois, claro que se tem de fazer render todo esse investimento. Por isso, preparem-se para começarem a levar com, pelo menos, 20 minutos de telejornal sobre incêndios (a somar aos 30 minutos sobre o mundial), onde tudo, inevitavelmente, será sobrevalorizado, exagerado e dramático. Até parece que estou a ver: os helicópteros lançando gotas de água sobre as chamas; os bombeiros correndo de um lado para o outro, impotentes e sem camisa; as populações a queixarem-se dos aviões, ou da falta deles; as entrevistas sucessivas a gente corajosa, transpirada e suja de cinzas; os rostos de velhinhas cobertas de lágrimas, lamentando-se de que nunca viram nada assim; hectares e hectares de mato queimado, passando por floresta densa; pontos de situação e alertas coloridos; promessas de reforço de meios, campanhas de solidariedade e blábláblá ... Enfim... É de um gajo ficar farto. Enojado. Dos incêndios, é certo, mas mais ainda dos telejornais que se tornam numa verdadeira seca, e pior, na melhor publicidade para que haja mais incêndios e incendiários. Mas isso não interessa nada. Desde que as audiências estejam garantidas, claro.

*essa história do destino é uma força de expressão, entenda-se

Mais uma volta

O posicionamento dos astros indica que completei ontem mais um ano terrestre e por uma estranha coincidência constato que completo hoje o meu 16 aniversário marciano.
Se tivesse tempo demonstrava-vos como isto é a prova de que poderia governar o mundo com facilidade. Os mais cépticos que façam uns cálculositos de probabilidade.

Se ao menos tivesse amigos marcianos…
Ainda se encaixavam mais umas prendinhas…

PS para os mais curiosos: um ano marciano tem 687 dias terráqueos

segunda-feira, junho 05, 2006

Frase do dia [actualizada]

A Idade da Pedra não acabou por falta de calhaus.

domingo, junho 04, 2006

Noções de Proverbiologia I

É lugar comum que todo o português possui um instinto natural para a proverbiologia. Mas à semelhança do que acontece com a bola, o dom é a melhor desculpa para o desleixo; o velho complexo da cabeça erguida... Só assim se explica que a Proverbiologia portuguesa continue tão pouco sistematizada em Portugal, quando se assume por toda a galáxia como uma pedra basilar em todos os programas de instrução.
Na sequência do tratado que postulei no post “Fundamentos da Produtividade Portuguesa” deixo-vos um pouco mais de proverbiologia, com a abnegada pretensão de consciencializar os prezados leitores daquilo que se ensina lá fora, para que se desnude por completo o já indecoroso sistema de ensino português!

Existem duas classes de provérbios: os que rimam e os outros.
Os provérbios que não rimam servem para corroborar as verdades universais dos que rimam, que são os provérbios fundamentais.
Um exemplo: O provérbio que não rima “santos da casa não fazem milagres” tem a seguinte interpretação:
“És português? Estás em Portugal? Então deixa-te mas é tar quieto!”
Este provérbio ajuda a interpretar o provérbio fundamental que foi descrito anteriormente:

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

Assim, a interpretação correcta torna-se mais evidente:
“Teres-te safado até aqui já não é mau, agora aguenta mas é os cavalos e não abuses da sorte!”

sexta-feira, junho 02, 2006

Que São Exupery me perdoe

Terráqueo por motivos de força maior, há muito que me cativa o estilo de vida nesta atmosfera oxigenada.
E perguntam os meus leitores mais pequeninos:
- O que é cativar?
R: Hum… já houve um príncipezinho que perguntou isso a uma raposa…
- E o que é uma raposa?
R: A raposa é um mamífero astuto de intenções dúbias, uma espécie de Paulo Portas, mas com um faro mais aguçado para os galináceos do que para o peixe fresco.
- E o que é que a raposa fez?
R: Pequenos leitores, cuidado com as raposas! Avaliai o seguinte padrão de respostas e julgai por vós mesmos:

Raposa para o princípezinho: “A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...”
Lobo para o capuchinho: “Trouxeste-me pão e bolos? Que simpática a minha neta... Vem para aqui, para perto de mim...”

Amiguinhos, não se fiem no desfecho diplomático das estórias da realeza. A não ser que o sangue azul vos proteja, mais vale passar ao largo destes canídeos dissimulados.

quinta-feira, junho 01, 2006

3 predilectos


O que é que eles andam a tramar...?

terça-feira, maio 30, 2006

A estrelinha dos mais fracos

Estou convicto de que se Carlos Darwin tivesse concluído a sua teoria tinham-se poupado muitas confusões.

Peço-vos que avaliem a seguinte observação de campo.
Um grupo de 12 hominídeos convive num relvado em amena cavaqueira pós-prendial. Surge um pequeno predador de 5 aninhos empunhando uma mangueira de rega carregada e já com o dedo no gatilho do dispersor. A sua boca escancarada de riso, de quem não teme a moral ou presta contas à razão, é um prenúncio de que a desgraça está iminente. Onze mamíferos põem-se a salvo, não porque fossem mais velozes ou inteligentes, mas porque o pequeno predador já tinha seleccionado o seu mártir.
Interroguei-me algumas vezes: “PORQUÊ EU?”, enquanto pequenos diabinhos de Darwin tentavam subjugar a minha mente com conjecturas corrosivas mas claramente improváveis.

A”improbabilidade” seria de facto um bom prefácio para o livro que Darwin se coibiu de escrever, por entrar nos desígnios da graça ou da provação divina. Sensatez e inteligência que a sua ala carismática nunca compreendeu.
Caros leitores, apenas um volume falta à “Origem das Espécies”:

“Azar; o mais puro e duro Azar”

segunda-feira, maio 29, 2006

Gluup

Estava eu com as minhas 2 alunas, quando fui à cozinha 2 minutos para beber 1 copo de água e dizem-me o seguinte: “O F. acabou de telefonar a dar-me os parabéns porque ia ser pai”
Eu, na minha inocência: “O F. vai ser pai???” (O que seria já de si estranho)
O meu consorte a tentar manter a calma: ” Não, ele diz que a Flv, ontem disse que kjsadiewurrrjwhjytzsa EU, jskghsdjgjkl , PAI , grkjhsehrehoj”

Eu outra vez, meio desmaiada: “Quem ...? a Flv o quê? Vais ser o quê? Eu... o quê ....?”

Sentei-me, salpiquei-me com a água e voltei para a geometria, que depois disto me pareceu mais clara.

domingo, maio 28, 2006

Black Celebration

Let's have a black celebration
Black Celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we've seen the back
Of another black day

I look to you
How you carry on
When all hope is gone
Can't you see

Your optimistic eyes
Seem like paradise
To someone like
Me

I want to take you
In my arms
Forgetting all I couldn't do today

Black Celebration
Black Celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we've seen the back
Of another black day

I look to you
And your strong belief
Me, I want relief
Tonight

Consolation
I want so much
Want to feel your touch
Tonight

Take me in your arms
Forgetting all you couldn't do today

Black Celebration
I'll drink to that
Black Celebration
Tonight

1986 Martin Lee Gore - Depeche Mode

sábado, maio 27, 2006

Apenas um sonho…

“Dá-se uma explosão nos céus, o ruído ensurdecedor estremece o firmamento num retumbar supersónico. Gaivotas negras são projectadas pelos ares com penas a arder e a regurgitar fogo. Nos seus olhos lânguidos antevê-se um destino trágico e inevitável. No solo gaivotas chamuscadas tentam extinguir as chamas rebolando-se na relva. As que se salvam, comem pedaços carbonizados das que foram desintegradas pela explosão.”

Na dissecação deste sonho interrogo-me a quem pedir o bisturi.
Num corte à Sigmund Freud, este sonho refere-se a acontecimentos do passado. Existe claramente uma transposição de valores recalcados para as gaivotas devassas. Sucintamente, isto é uma pantomima sexual em que as gaivotas fogosas (literalmente!) são comidas pelas gaivotas ociosas que se roçam na relva! É óbvio que a gaivota que come as outras é uma sado-mazo passiva, pois não é capaz de embicar uma gaivota viva.

À maneira de José, governador do Egipto, este sonho é sem dúvida uma premonição do futuro. Neste caso, torna-se evidente que a desintegração das gaivotas corresponde a um período de provação aparatoso. Contudo, o sujeito vai ser apenas chamuscado pelo infortúnio e mais tarde, muitos dos detritos do período mau ainda lhe servirão de sustento, contribuindo para uma vida com maior serenidade.

Como a sonhadora é minha prima, o melhor é esquecer o bisturi do Sigmundo…

sexta-feira, maio 26, 2006

O Código da Escada

Não sei como é com vocês, mas a mim causa-me um certo arrepio andar de escadas rolantes em centros comerciais, no Metro ou para ser breve, em qualquer outro lugar no nosso país... quando posicionada 2 degraus abaixo dum casal então... a escada parece não chegar ao fim. "Passa à frente!", diriam vocês. E é aqui que reside o problema... A regra fundamental do "código da circulação urbana de escadas rolantes em horas de ponta e afins", que consiste em deixar a faixa esquerda livre para quem tem um compromisso daí a 2 minutos, não se pode invocar nas escadas que eu frequento! Resta-me ficar a olhar de baixo para cima para as barrigas a baterem-me no nariz e a tentar adivinhar a dieta do mamífero, a prevenir-me de produtos secundários como a salivação do casalito acima mencionado, a ouvir as conversas das senhoras insatisfeitas com o patrão, a ler o que diz a pulseira de ouro do senhor de bigode, a tentar bisbilhotar o saco da Zara das outras duas, e por aí fora. Bloguistas de boa vontade, digam-me o que fazer!

quinta-feira, maio 25, 2006

À margem da Taxonomia

No espaço sideral a vista é curta e a paisagem monótona. Tem mais interesse atravessar o terreno do Instituto Superior Técnico do que um milhar ou dois de anos-luz por esta galáxia enfadonha. No complexo habitat do IST percebe-se que Adão, Lineu e Lamark deixaram muito trabalho inacabado.
Deixo aqui o meu conselho, a todos os amantes de formas de vida inclassificadas em chaves dicotómicas:
Larguem os filmes do Geoge Lucas e venham maravilhar-se no IST!

quarta-feira, maio 24, 2006

Política Doméstica - parte 2



Do post Politica Doméstica, do dia 22 de Maio, aqui ficam as ilustrações da "socialista tolerante" e da "direita altiva"

terça-feira, maio 23, 2006

Pródigo

Meus ouvidos já tudo ouviram
E estes olhos já não distinguem
Porque ouço eu a Tua voz ?!
Porque ouço eu a Tua voz?!

Os meus caminhos não têm fim
E o gelo da morte já me tocou
Porque chamas Tu pelo meu nome?!
Porque chamas Tu pelo meu nome?!

As minhas mãos estão bem vazias
E o meu sorriso já se apagou
Porque me dás Tu esse amor?
Porque me dás Tu esse amor?

Já não sei fugir...
Já não sei fugir...

"pródigo" - muud, album metamorfo

www.muud.net

segunda-feira, maio 22, 2006

Politica Doméstica

A Luna é um labrador socialista extremamente tolerante para com as outras espécies e para com os desfavorecidos. É capaz de oferecer um brinquedo a um marginal que lhe queira pilhar o covil.
A Kelvin é um mamífero altivo pouco dado a confianças. As suas motivações sociais têm a lógica do mercado, se a conjuntura não lhe agradar, desaparece da vida pública e faz gozo da sua boa sorte nos postos mais altos da casa.
Todos têm o seu direito de expressão até à hora da comida.
Nessa altura, a direita é oprimida pela corpulência da esquerda.

Nunca o Zeca pensou que a história se invertesse a este ponto…
“Eles comem tudo e não deixam nada”

domingo, maio 21, 2006

O código de Miguel Ângelo

Às supostas insinuações de Leonardo prefiro as evidentes provocações de Miguel Ângelo.

O Todo Poderoso a escorregar do seu trono para se chegar ao hominídeo.
O mamífero páchà estica a mãozinha na esperança de receber uma uvita descascada.

sábado, maio 20, 2006

Filosofia com hegemonia

Do tratado “Fundamentos da produtividade portuguesa”, que estabeleci num post anterior, deduz-se o seguinte corolário:
Se Frederico Nietzsche tivesse alguma coisa proveitosa para comunicar aos portugueses, tinha-a escrito em frases curtas que rimassem! E não em conversas alegóricas de bailarinos, equídeos e bicharada…
Camões, esse sim!.... Conhecia o seu público-alvo… ou o Quim Barreiros!

sexta-feira, maio 19, 2006

217 horas mais tarde...

217 horas depois do inicio, ocorre-me dizer: "Meus amigos, aqui está um blog feito com ciência!"

Aniversário e Viviparidade

Dois mamíferos que prezo muito estão de parabéns: chamemos-lhes “Inês” e “Clara”.
Pela ênfase que atribuem à sua data de nascença presumo que sejam vivíparas placentárias. Isto porque os mamíferos marsupiais não ligam tanto a estas coisas. O que até se compreende; o feto nasce como que por flatulência vaginal e depois cumpre o resto da gestação numa bolsa. Tanta harmonia obstétrica dificulta a associação do processo a uma data concreta de que toda a gente se lembre.
O ornitorrinco (essa pata peluda que está encravada na garganta dos biólogos sistemáticos) ainda menos consciência tem de quando partiu a casca!

Enfim, deixo-vos com uma dica que vos pode ajudar a não causarem má impressão.
Se quiserem saber se um mamífero é vivíparo, sem serem indiscretos, perguntem-lhe quando é que faz anos.
Se ele ficar confuso e não tiver bico de pato, é porque é marsupial.

quinta-feira, maio 18, 2006

Déjà vu


O Barça concluiu o seu percurso na Champions com uma vitória justa. Acho que convenceu a Europa com o admirável talento, capacidade de esforço e inegável humildade. Só assim poderiam eliminar o Benfica…


Mas há uma coisa que me intriga.

Eu sei que não são estes os galácticos, mas tenho a nítida sensação de que já vi um deles actuar noutro sistema solar…

Contradições da vida

Dantes vivia-se mal e a vida não era fácil, hoje vive-se bem e a vida é difícil. Dantes as pessoas nasciam em casa e sem apoio médico, hoje até tem de se ir nascer a Badajoz para que não falte nada. Dantes as crianças brincavam com carros de pinhas e ficavam todas satisfeitas, hoje brincam com Playstation’s , Gameboy’s, e sei lá mais o quê, e estão cada vez mais exigentes. Dantes os estudantes levavam reguadas por não saberem a matéria, hoje culpam os professores e têm explicadores privados. Dantes os jovens só se calçavam para ir à missa, hoje só se descalçam para ir à praia. Dantes as pessoas eram feias e casavam-se, hoje somos bonitos e divorciamo-nos. Dantes não havia televisão nem tédio, hoje há Tv cabo, dvd’s, cinema, shopping’s e passamos a vida a assoprar. Dantes não havia tempo para ter depressões, hoje não há tempo para os psicólogos nos atenderem. Dantes as mulheres faziam todo o trabalho doméstico e tinham muitos filhos, hoje, arranjam uma empregada, vêm novelas o dia todo, e, quanto muito, têm um filho. Dantes as pessoas trabalhavam de sol a sol e recebiam uma miséria, hoje não se trabalha e recebe-se um bom dinheiro por isso. Dantes os maridos não faziam nada em casa e as mulheres não se queixavam, hoje fazem quase tudo e as mulheres só reclamam. Dantes só se descansava ao domingo e não havia férias para ninguém, hoje não trabalhamos pelo menos dois dias por semana, fazemos férias no Brasil e nunca descansamos. Dantes as pessoas iam ao médico uma vez na vida, hoje levam os cães ao veterinário uma vez por semana. Dantes morria-se de fome, hoje morre-se porque comemos demais. Dantes lutava-se para sustentar a família, hoje luta-se para pagar ao banco o empréstimo para o telemóvel 3G. Dantes, com a idade, ficávamos velhos e morríamos, hoje fazemos plásticas e lifting’s e morremos na mesma.

Comentários

Contra todas as indicações, a partir de hoje, Os Predilectos deixarão de exigir que seja registado no blogspot para poder comentar o que vamos escrevendo por aqui. Não queremos desculpas para a vossa indiferença. Até já.

quarta-feira, maio 17, 2006

Fundamentos da produtividade portuguesa

Para um mamífero português nada é mais tranquilizante do que saber que está na média. Por isso, se há coisa que um português reverencia é um provérbio popular. E se ele rimar, então…
Um provérbio português, que rime, é uma base de fé, um axioma! Para os proverbistas nacionais, Gauss era um optimista lunático, um sonhador. Todos sabemos, que no que respeita a provérbios, o desvio padrão é um infinitésimo! É praticamente zero sobre infinito!
Gibbs… esse foi outro! Dizer que podemos vencer a improbabilidade com trabalho, é claramente uma versão herege do provérbio:

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”

Herege e mal intencionada! Jamais um português se lembraria de aplicar a palavra trabalho num provérbio. Ainda por cima, com sentido positivo!
Só mesmo um inculto mamífero Anglo/Americano da revolução industrial é que cogitaria tal abominação.
Todo o português sabe, que este provérbio se refere a não abusar da sorte… aliás, este tema, é de facto o único assunto de todos os provérbios portugueses!
De tal maneira que os portugueses não são pouco produtivos; são prudentes, pois sabem que cada acção desmedida rima com o seu destino inevitável.

ooooppsss...

A Iara é uma menina de 7 anos a quem dou algum apoio escolar. Recentemente disse-me que queria fazer um desenho sobre o Outono, vai-se lá saber porquê com o calor que tem estado... repliquei dizendo-lhe que poderia então desenhar o Outono e escrever 3 frases a respeito do dito, que é como quem diz :"isto aqui é para trabalhar e tal e o camandro, não penses que é só boa vida, quando tiveres que pagar impostos é que vais saber como é e coiso e tal" Resultado: “O Outono é feio”, “As folhas são feias”, “As árvores são feias”.

terça-feira, maio 16, 2006

Pelo "fato" pedimos desculpa


Devido ao post “Complexo de igualdade”, o quadro editorial deste blogue tem sido objecto de graves acusações, orquestradas por um felino com muitas influências na comunicação social.
O felino mencionado, opõe-se à exibição pública de imagens de mamíferos, com fatos cor-de-rosa, desenhados por costureiros que adjectiva de hediondos; o qual passamos a citar:
“ O capuz já não se usa, a túnica não tem motivos do oriente e é tão cuuumprida que nem dá pa’ver as sandálias…” “essa imagem é uma provocação a todos os felinos que vestem de Pink!”

Caros leitores: para atenuar as sensibilidades dos mais rosadinhos, o quadro editorial emitiu hoje o seguinte comunicado.
“ O bloguista que escreveu o referido post, sofre de uma rara disfunção cognitiva que consiste em armazenar, na mesma região cerebral, todas as espécies de mamíferos que exibam ostensivamente símbolos de orgulho de identidade em manifestações públicas.”
“Mais se acrescenta, que pelo motivo apresentado, não são imputáveis ao referido bloguista, quaisquer responsabilidades relacionadas com a confusão iconológica das comunidades de mamíferos abrangentes”

segunda-feira, maio 15, 2006

Aulas de Educação Sexual, para quem?

- Meninos, hoje, na aula, vamos falar de sexualidade.
- Com pretos ou com brancos, S’tor?
- Como assim, Sofia?
- Oh S’tor, vamos falar de sexualidade com pretos ou com brancos? É que eu já fiz com ambos e olhe que são coisas bem diferentes!

* diálogo real numa aula do 9º ano, contado por um colega de RMC

Belos adversários

“A selecção italiana, que vai disputar o Mundial'2006, vai ser vestida pela Dolce & Gabbana.”
Fonte: site http://www.record.pt

Deveríamos conseguir evitar algumas associações para prevenir valorismos desnecessários.

uma predilecta...

Sou o ente das 7 faltas
Que tem a morte por credor
E como um prazo que se esgota
Assim aumenta a minha conta

E se esta vida fosse minha
Nesta morte lhe pagava
Mas sou o ente das 7 faltas
E este sangue é seu penhor

Mas já nasceu uma estrela
5000 sóis mais brilhante
Que duma morte fez vida
Que a esta vida traz morte

traz a certeza uma só face?
traz a verdade um só rosto?
a quem pagas para falar o que não sentes?
quem recebe os direitos do teu discurso?
vil vaidade de quem não sabe!
vã eloquência de quem não sente!
as 6000 verdades da tua mente
6000 receitas de sucesso
6000 são pouco mais que nada
vazio, angústia e desespero
quem te faz buscar o que te seca?
quem te faz cuspir no que te muda?
7 marcas de insucesso estão cravadas
nesta pele nesta mente nesta face
as 7 parcelas da mesma factura
o arganel que me prende ao meu passado
o freio que aponta o meu futuro

sei que hoje nasce outra lua nova
sei que hoje nasce outra lua nova
mas uma estrela guiará o meu futuro
brilhante mais que o sol 5000 vezes
cuja morte fez nascer a esperança
que hoje ainda a esta vida trará morte
que hoje ainda a esta vida trará morte.

"seven" - muud, album metamorfo
www.muud.net